A Prefeitura de Palmas apresentou na sexta-feira, 18 de setembro, o Mapeamento Participativo dos Povos e Comunidades Tradicionais Ribeirinhas e Pescadores Artesanais do município.
O formulário foi detalhado em encontro realizado na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes). A iniciativa é conduzida pela Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) e está disponível on-line para preenchimento por quem se reconheça como ribeirinho ou pescador artesanal.
Objetivo do levantamento
O mapeamento pretende reunir informações sobre perfil socioeconômico, modos de vida, territórios ocupados e principais necessidades das comunidades que mantêm vínculos culturais, sociais e econômicos com os rios que cortam a Capital.
Parcerias envolvidas
A ação conta com apoio do Instituto Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins, da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede de PCTs), da Colônia de Pescadores Z10 de Palmas e da Associação dos Pescadores Profissionais do Estado do Tocantins (Appet).
Declarações
O secretário da Seirdh, Joelson Soares, destacou que o levantamento proporcionará “um diagnóstico mais preciso” sobre quem são os ribeirinhos e pescadores e quais dificuldades enfrentam. Para o coordenador da Rede de PCTs, João Bosco Campos, o estudo ajuda a “tirar da invisibilidade” oito segmentos tradicionais existentes em Palmas.
A advogada e ativista da pesca artesanal, Thalyta Gomes de Sousa, defendeu a integração entre diferentes esferas de governo para transformar as informações coletadas em políticas públicas eficazes. Já o pescador José Wilson Pereira ressaltou que o envolvimento direto das comunidades reforça a representatividade do grupo.
Participação de outras pastas
Representantes da Secretaria Estadual da Pesca e Aquicultura (Sepea) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) acompanharam a apresentação e discutiram demandas apresentadas pelos participantes.
A Prefeitura informou que o formulário permanecerá aberto para ampliar a participação de moradores de áreas ribeirinhas e profissionais da pesca artesanal.
Com informações de Palmas TO

