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Clima favorável e floradas iniciais sustentam projeção positiva para safra brasileira de café 2027/28

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O encerramento da colheita 2026/27 no Brasil coincide com os primeiros sinais promissores para a safra de café 2027/28. Levantamento de agosto do RaboResearch Food & Agribusiness aponta clima benéfico, bom pegamento do conilon e início de floradas no arábica, fatores que elevam a expectativa de produção.

Floradas antecipadas e pegamento do conilon

Nas áreas de arábica, flores já despontam em algumas regiões, enquanto o conilon apresenta floração avançada e formação de frutos considerada satisfatória. A análise do RaboResearch indica que, até agosto, o desenvolvimento das lavouras permanece dentro do esperado.

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Chuvas acima da média em importantes polos cafeeiros

Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, diversos municípios registraram precipitações superiores às do ciclo anterior:

  • Guaxupé (Sul de Minas): alta de 39,6% no volume de chuva;
  • Manhuaçu (Matas de Minas): +24,4%;
  • Brejetuba (ES): +23,2%;
  • Linhares (ES, conilon): +19%.

Esses índices contribuíram para recompor a umidade do solo e reduzir o estresse hídrico das plantas. Já Três Pontas (MG), Franca (SP) e Alta Floresta D’Oeste (RO) ficaram abaixo da média histórica, o que reforça a necessidade de acompanhar a distribuição das chuvas nos próximos meses.

Colheita 2026/27 na reta final

A maior parte das regiões produtoras finalizou a colheita, restando áreas altas e montanhosas, onde as temperaturas mais baixas retardaram o amadurecimento. Produtores também realizam a colheita de varrição, recolhendo grãos caídos no solo.

Exportações recuam no acumulado do ano

Em julho de 2026, o Brasil embarcou 3,03 milhões de sacas de café, volume 10% superior ao de julho de 2025 e praticamente estável frente a junho. No entanto, de janeiro a julho o total exportado somou 20,7 milhões de sacas, queda de 6,4% ante igual período do ano anterior. A retração reflete postura mais cautelosa dos produtores, que seguraram estoques diante da volatilidade de preços.

Correção nos preços futuros

Após atingir picos no início de agosto, o arábica em Nova York recuou 8,8%, fechando o mês a 311,50 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo intervalo, o robusta em Londres caiu 9,1%, encerrando agosto a US$ 3.529 por tonelada. Apesar das correções, ambos permanecem em patamares historicamente elevados.

Olho no clima

O bom desempenho inicial da safra 2027/28 depende da continuidade das chuvas e de condições de temperatura adequadas. Até o momento, a combinação de clima favorável, pegamento do conilon e floradas do arábica sustenta uma projeção otimista, mas a confirmação desse potencial será definida nos próximos meses.

Com informações de Portal do Agronegócio

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