O mercado brasileiro de milho encerrou a semana de 10 de setembro com cotações estáveis e poucas operações concluídas. Analistas da Safras & Mercado atribuem o cenário à retração dos produtores, que seguram oferta à espera de valores mais altos, e à postura cautelosa de indústrias e demais consumidores, que alegam estoques confortáveis.
Oferta curta sustenta preços
Parte dos agricultores manteve-se fora das negociações, limitando a disponibilidade do cereal e impedindo quedas mais acentuadas. Do lado da demanda, compradores apresentaram propostas abaixo dos pedidos dos vendedores, travando novos contratos.
Cotações por região
Na média nacional, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 67,38 em 10 de setembro, leve avanço de 0,22% frente aos R$ 67,24 da semana anterior. Os principais polos produtivos registraram estabilidade:
• Cascavel (PR): R$ 65,00 por saca;
• Campinas (SP), base CIF: R$ 74,00;
• Mogiana (SP): R$ 70,00;
• Rondonópolis (MT): R$ 68,00;
• Erechim (RS): R$ 71,00;
• Uberlândia (MG): R$ 66,00;
• Rio Verde (GO): R$ 65,00.
Exportação perde competitividade
A paridade de exportação perdeu força em razão da queda dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e da valorização do real frente ao dólar, reduzindo a atratividade dos embarques brasileiros.
O mercado monitora o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que pode ampliar a volatilidade dos preços internacionais e influenciar o cálculo de paridade.
Colheita quase concluída
A colheita da segunda safra está na reta final, restando áreas pontuais em São Paulo e Minas Gerais. Mesmo com o cereal já em armazéns, muitos produtores preferem não vender volumes expressivos nos preços atuais.
Desempenho das exportações
Nos quatro primeiros dias úteis de setembro, o Brasil embarcou 1,126 milhão de toneladas de milho, média diária de 281,649 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita somou US$ 270,206 milhões, ou US$ 67,551 milhões por dia útil. O preço médio foi de US$ 239,80 por tonelada.
Em relação a setembro de 2025, o volume diário caiu 18,1% e a receita recuou 1%, enquanto o valor médio por tonelada subiu 20,9%.
No curto prazo, a evolução dos preços seguirá condicionada à disposição de venda dos produtores, à necessidade de reposição das indústrias, ao câmbio e ao comportamento dos contratos em Chicago.
Com informações de Portal do Agronegócio

