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Obras de Matisse voltam à Biblioteca Mário de Andrade após roubo, com segurança reforçada

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A Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, volta a exibir neste sábado (12/9), a partir das 15h, as gravuras de Henri Matisse que haviam sido roubadas em dezembro do ano passado. A mostra “Jazz – o livro de artista de Henri Matisse” reúne as oito peças recuperadas pela Polícia Civil e outras 12 obras da mesma coleção, com entrada gratuita até 12 de outubro.

O secretário municipal da Cultura, Totó Parente, afirmou que o esquema de proteção foi ampliado. Além de novas câmeras integradas ao sistema Smart Sampa, o local contará com Guardas Civis Metropolitanos e efetivo da Polícia Militar. “Há sempre um risco, lógico. Estamos fazendo tudo para mitigar esse risco e garantir a exposição mais segura possível”, disse.

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Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, a reabertura simboliza a preservação do patrimônio e a devolução das obras à população. “Recebemos muitos pedidos para ver as peças recuperadas, então apresentaremos o álbum completo de Matisse”, acrescentou Parente.

Roubo e recuperação

As gravuras de Matisse – “The Clown”, “The Circus”, “Monsieur Loyal”, “The Nightmare of the White Elephant”, “The Codomas”, “The Swimmer in the Tank”, “The Sword Swallower” e “The Cowboy” – foram levadas em 7 de dezembro de 2025 por Gabriel Pereira de Mello, o “Gargamel”, e Felipe dos Santos Fernandes, o “Sujinho”. Na mesma ação, cinco obras de Cândido Portinari também foram subtraídas.

Parte do acervo foi localizada em agosto deste ano em um apartamento no centro de São Bernardo do Campo pela equipe do 1º Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco). O prejuízo estimado pelo furto é de R$ 1,325 milhão.

Sobre “Jazz”

Publicado em 1947 pela editora Verve, “Jazz” reúne 20 composições criadas por Matisse com recortes de papéis pintados a guache, formando colagens de cores vivas. Foram produzidos apenas 250 exemplares numerados. A exposição tem produção conjunta da Biblioteca Mário de Andrade e do Museu de Arte Brasileira (MAB), com correalização da FAAP e apoio da Prefeitura de São Paulo.

Com informações de Metrópoles

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