São Paulo, Brasília e outras 14 cidades registraram, nesta segunda-feira (7), manifestações que cobraram o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) e demonstraram apoio público ao colega de Corte André Mendonça.
Foco nas investigações conduzidas por Mendonça
Os atos tiveram como principal bandeira a atuação de Mendonça, que preside apurações sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. Na Avenida Paulista, participantes ergueram um boneco inflável do ministro para simbolizar a expectativa de que ele confronte o colega no âmbito judicial.
Vínculo entre Moraes e Vorcaro alimenta críticas
Mensagens divulgadas recentemente revelaram proximidade entre Moraes e Vorcaro, além de um contrato do banco do empresário com Viviane Barci, esposa do magistrado. O episódio foi citado em discursos, entre eles o do pastor Silas Malafaia, como indício de possível compra de influência, reforçando pedidos de impeachment contra Moraes.
Presidenciáveis aproveitam palco eleitoral
Às vésperas da eleição de 2026, pré-candidatos compareceram para capitalizar o descontentamento com o STF. Na capital paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indicar cinco novos ministros se vencer o pleito e declarou que “Moraes vai cair”. Romeu Zema (NOVO) exibiu em telões o slogan “Chega de Intocáveis”, enquanto Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram presença em mobilizações regionais. O prefeito paulistano Ricardo Nunes distribuiu camisetas favoráveis a Mendonça.
Próximos passos no STF
Até sexta-feira, Edson Fachin, presidente do Supremo, deve decidir se submete ao plenário um relatório de Moraes que acusa Mendonça de parcialidade por investigar mensagens internas da Corte. Fachin já rejeitara pedido semelhante e unificou os processos. Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e demais partes também precisam se manifestar no mesmo prazo, em contexto descrito como inédito e que vem isolando Moraes.
As manifestações encerraram-se sem registros relevantes de violência, mantendo o tema no centro do debate político e jurídico na semana que antecede a decisão do STF.
Com informações de Gazeta do Povo

