O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vetou a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, durante a passagem do líder argentino por São Paulo neste sábado (24).
A decisão foi tomada em 24 de julho de 2026, mesmo dia em que Moraes reforçou as restrições impostas a Bolsonaro por descumprimento de medidas judiciais anteriores.
Motivo apontado pelo STF
No despacho, Moraes lembrou que todas as visitas ao ex-presidente já estavam suspensas desde que ele permitiu a divulgação de uma carta de apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ministro argumentou ainda que o encontro com Milei teria caráter eleitoral e poderia interferir no pleito de 2026.
Percepção externa
Analistas ouvidos pela reportagem avaliam que o impedimento fortalece a imagem de um Judiciário brasileiro “politizado”, sobretudo após cortes dos Estados Unidos, Espanha e Itália negarem pedidos de extradição relacionados a casos envolvendo liberdade de expressão e devido processo legal no país.
Comparações com outros casos
Críticos citam tratamento diferente em relação a 2025, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Cristina Kirchner na Argentina enquanto ela cumpria prisão domiciliar por corrupção, visita autorizada pela Justiça argentina e celebrada publicamente.
Agenda do presidente argentino
Apesar da proibição do encontro, Milei mantém a participação na convenção nacional do Partido Liberal (PL) em São Paulo, onde será oficializada a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ele também deve se reunir com o governador paulista, Tarcísio de Freitas.
Peso político
Para pesquisadores, a presença de Milei confere dimensão internacional ao lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o presidente argentino busca consolidar-se como referência para a direita latino-americana.
Fim.
Com informações de Gazeta do Povo

