Uma obra de expansão da tradicional Pastificio Garofalo, em Gragnano, na região da Campânia, expôs uma necrópole datada de aproximadamente 2.500 anos. A escavação preventiva identificou 85 sepultamentos acompanhados por centenas de artefatos preservados.
Materiais excepcionais
Entre os objetos resgatados pelos arqueólogos estão vasos de cerâmica, armas, joias de bronze e âmbar, além de itens raramente encontrados em bom estado nesse período, como tecidos, cestos de fibras vegetais e peças de madeira. A conservação incomum foi atribuída às câmaras funerárias construídas com blocos de tufo vulcânico, que limitaram a umidade e o contato com o oxigênio.
Rede de comércio mediterrânea
Além dos artefatos produzidos localmente, a equipe localizou escaravelhos egípcios e peças atribuídas aos etruscos. Esses achados indicam que Gragnano integrava rotas comerciais que ligavam diferentes povos do Mediterrâneo no século VI a.C., envolvendo comunidades nativas da Campânia, grupos etruscos e colônias gregas instaladas no sul da península Itálica.
Estudos em andamento
Os restos humanos e os objetos recuperados passarão por análises detalhadas para determinar aspectos como alimentação, saúde, mobilidade, organização social e rituais funerários das populações que habitaram a área há 2,5 milênios. Autoridades italianas classificam a descoberta como uma das mais relevantes realizadas recentemente na Campânia, reforçando a importância da arqueologia preventiva em grandes projetos de infraestrutura.
Com informações de Exame

