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Exportação de noz-pecã desacelera com custo de frete e regras sanitárias, mas setor prevê reação ainda em 2026

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A cadeia produtiva da noz-pecã no Brasil enfrenta um cenário de fretes marítimos mais caros e exigências sanitárias mais rigorosas, fatores que reduziram o ritmo das vendas externas no primeiro semestre de 2026. A previsão do setor, porém, é de retomada gradual dos embarques a partir de julho.

Safra maior à vista

Dados do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) projetam produção entre 6,5 mil e 7 mil toneladas em 2026. O aumento decorre da entrada de novos pomares em fase produtiva e da recuperação de produtividade em diversas regiões.

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Conflito no Oriente Médio pressiona fretes

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirma que as tensões no Oriente Médio reduziram a disponibilidade de contêineres e elevaram os custos logísticos, dificultando o planejamento das exportadoras.

União Europeia eleva barreiras sanitárias

Alterações recentes nas normas fitossanitárias da União Europeia tornaram a certificação mais complexa, atrasando embarques destinados ao bloco. O setor trabalha para adequar processos e retomar o fluxo comercial.

Tarifas dos EUA sob observação

A possibilidade de novas tarifas norte-americanas sobre produtos sul-americanos mantém incertezas. Ao mesmo tempo, a menor oferta de noz-pecã nos Estados Unidos e no México pode abrir espaço para o produto brasileiro, caso as condições de mercado permaneçam favoráveis.

Mercado asiático ainda lento

As negociações com países asiáticos seguem moderadas. Para reduzir a dependência de destinos tradicionais, produtores intensificam a busca por novos compradores e a diversificação de mercados.

Com maior disponibilidade de produto prevista para a segunda metade do ano e expectativa de estabilização logística, o IBPecan aposta em retomada das exportações entre julho e agosto, reforçando a presença brasileira no mercado global de nozes.

Com informações de Portal do Agronegócio

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