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Mercado brasileiro de arroz reage com redução de área e cotações em alta

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O mercado de arroz no Brasil voltou a ganhar fôlego nas últimas semanas. Com a perspectiva de menor área plantada na safra 2026/27 e possíveis impactos do fenômeno El Niño, as cotações subiram e o Indicador Safras ultrapassou R$ 63 por saca.

Menos hectares previstos para 2026/27

Produtores avaliam reduzir o plantio diante das incertezas climáticas. Consultorias já trabalham com a possibilidade de a produção nacional ficar próxima ou abaixo de 10 milhões de toneladas em casca, resultado de:

  • diminuição da área cultivada;
  • <lieventual queda de produtividade;

  • postura mais cautelosa dos agricultores.

Especialistas alertam que o comportamento do clima nos próximos meses será decisivo para confirmar o tamanho da próxima colheita.

Produtores adiam compras de insumos

A volatilidade climática leva muitos agricultores a postergar investimentos. Entre as estratégias adotadas está o escalonamento do plantio, que busca reduzir riscos operacionais e climáticos.

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Rio Grande do Sul puxa valorização

No principal estado produtor, a saca de 50 kg com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista encerrou 16 de julho a R$ 62,83:

  • alta semanal de 3,38%;
  • ganho de 8,27% sobre o mês anterior;
  • queda de 6,36% frente ao mesmo período de 2025.

A recuperação das cotações sinaliza melhora no ambiente comercial, embora ainda distante dos picos registrados em anos de oferta mais apertada.

Cenário externo dá sustentação

Fatores internacionais também amparam os preços, como a menor disponibilidade exportável dos Estados Unidos e a recuperação gradual da demanda mundial. Mesmo assim, os estoques globais elevados limitam avanços mais agressivos.

Com oferta interna possivelmente menor e suporte do mercado externo, a tendência, no curto prazo, é de continuidade da recomposição dos preços, ainda que de forma gradual e condicionada às condições climáticas.

Com informações de Portal do Agronegócio

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