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Trânsito brasileiro muda em 35 anos, mas reduzir mortes continua prioridade, aponta especialista

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O trânsito no Brasil passou por transformações consideráveis desde o início dos anos 1990, mas o compromisso de salvar vidas permanece como maior meta. A avaliação é de Luiz Gustavo Campos, especialista em segurança viária e diretor da Perkons, empresa que completa 35 anos neste mês e foi responsável pela criação da primeira lombada eletrônica, no começo daquela década.

Evolução em três frentes

Campos destaca três pilares que impulsionaram as mudanças no período: a promulgação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em 1998, o fortalecimento de campanhas educativas e o avanço da tecnologia aplicada à gestão viária.

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Entre as inovações mais recentes estão sistemas integrados de tráfego, análise de dados em tempo real, uso de inteligência artificial e equipamentos capazes de identificar diferentes comportamentos de risco nas vias.

Desafios persistem

Apesar dos progressos, os sinistros de trânsito continuam entre as principais causas de mortes evitáveis no planeta. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam cerca de 1,19 milhão de óbitos por ano em todo o mundo.

Para o diretor da Perkons, a sociedade deixou de enxergar o trânsito apenas como questão de mobilidade individual e passou a relacioná-lo à mobilidade segura, baseada em responsabilidades pessoais e direitos coletivos. “Essa mudança é extremamente benéfica, embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer”, afirma.

Papel da fiscalização

A percepção sobre a fiscalização também mudou. Antes vista apenas como ferramenta punitiva, hoje ela é reconhecida como elemento preventivo. Estudos nacionais e internacionais apontam a fiscalização eletrônica como fator decisivo para reduzir comportamentos de risco, especialmente o excesso de velocidade, considerado principal agravante em sinistros.

Campos ressalta, contudo, que tecnologia isolada não basta. Segundo ele, a segurança viária depende da combinação entre infraestrutura adequada, fiscalização eficiente, educação contínua e escolhas individuais responsáveis.

Com informações de Atitude Tocantins

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