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Bitcoin recua US$ 2 mil após novo bloqueio no Estreito de Ormuz

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São Paulo, 13 de julho de 2026 – O bitcoin opera em baixa nesta segunda-feira, 13, negociado em torno de US$ 62.181 às 10h56 (horário de Brasília), valor cerca de US$ 2 mil inferior ao pico de US$ 64.673 alcançado na semana passada.

A retração acompanha o anúncio do Irã de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente. O bloqueio ocorre em meio ao conflito com os Estados Unidos.

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Impacto nos mercados

Com navios petroleiros impedidos de transitar, o barril do Brent avançou 3,2%, cotado a US$ 78,45. A aversão ao risco também derrubou o índice sul-coreano KOSPI em 9%, para 6.806 pontos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que pretende assumir o controle do estreito e defendeu que os EUA sejam reembolsados caso consigam liberar a via marítima. Em contraposição, o comando militar iraniano afirmou que não permitirá a intervenção norte-americana.

Níveis técnicos do bitcoin

Para Fabricio Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin, a evolução das tensões geopolíticas e a divulgação, amanhã, dos dados de inflação dos EUA devem definir o rumo das criptomoedas nesta semana. Ele aponta a média móvel de 200 semanas, hoje em US$ 63 mil, como ponto crítico: acima dela, o mercado indicaria força compradora; abaixo, aumenta o risco de testes nos suportes de US$ 60 mil e US$ 58 mil.

Fluxo em ETFs e sentimento de mercado

Relatório da Bitfinex mostra entrada líquida de US$ 197,4 milhões em ETFs de bitcoin à vista na semana passada, encerrando dez semanas de saídas. Na sexta-feira, 10, o saldo positivo foi de US$ 90,4 milhões, com destaque para o IBIT, da BlackRock, que recebeu US$ 86,8 milhões.

ETFs de ether registraram fluxo positivo de US$ 18,4 milhões. Já o índice Crypto Fear & Greed caiu de 31 para 28 pontos, permanecendo na zona de medo e indicando deterioração no sentimento dos investidores.

Os próximos dias devem ser marcados pela combinação entre o desenrolar do conflito no Golfo Pérsico e a atualização dos indicadores de inflação nos Estados Unidos, fatores apontados pelos analistas como determinantes para o comportamento do bitcoin e demais ativos de risco.

Com informações de Exame

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