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Futuros em NY oscilam e petróleo sobe após nova ofensiva dos EUA contra o Irã

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Os contratos futuros das principais bolsas de Nova York começaram a semana sem direção definida na noite de domingo (12), enquanto o preço do petróleo avançava depois de mais uma rodada de ataques norte-americanos contra o Irã e informações divergentes sobre a navegação no Estreito de Ormuz.

Por volta das 21h (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones subiam 0,3%, os do S&P 500 ganhavam 0,4% e os do Nasdaq-100 avançavam pouco mais de 0,3%. No mercado de commodities, o Brent registrava alta de 3% na abertura, enquanto o dólar se fortalecia ante a maior parte das moedas globais.

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Nova ação militar americana

De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), forças americanas realizaram bombardeios no domingo para reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações civis que transitam pelo Estreito de Ormuz. A operação veio após o Irã lançar drones e mísseis contra Kuwait, Jordânia e Catar em resposta a ofensivas anteriores de Washington.

A incerteza aumentou com relatos conflitantes sobre o tráfego marítimo na região. Autoridades iranianas afirmaram ter fechado a passagem, enquanto forças navais e órgãos de monitoramento dos EUA informaram que navios continuam utilizando a rota sul do estreito.

Temporada de balanços à vista

A volatilidade gerada pelos acontecimentos no Oriente Médio soma-se à expectativa pela divulgação de resultados corporativos considerados cruciais. Goldman Sachs e JPMorgan Chase publicam seus números na terça-feira (14). Analistas estimam que as empresas do S&P 500 elevem os lucros do segundo trimestre em 24%, com o desempenho recente do índice cada vez mais dependente de setores fora do núcleo de tecnologia.

Na Europa, o Deutsche Bank projeta aumento de 12% nos lucros das companhias do Stoxx 600 no segundo trimestre, após crescimento de 7% nos três primeiros meses do ano. Já na Ásia, estimativas compiladas pela Bloomberg apontam avanço de 39% nos resultados das empresas do MSCI Asia Pacific, contra 6,9% no trimestre anterior.

Inflação e juros no radar

O cenário de lucros otimistas é testado pela persistência da inflação, pelos preços mais altos da energia e pela possibilidade de o Federal Reserve (Fed) retomar o aperto monetário. A maior valorização semanal do petróleo desde meados de maio reacendeu temores de custos de energia mais elevados, fator que pode dificultar a desaceleração dos preços ao consumidor.

Os índices CPI e PPI, que serão divulgados nesta semana e são os últimos dados de inflação antes da próxima reunião do Fed, devem oferecer novos sinais sobre a trajetória dos juros. Contratos de swap já precificam cerca de 40 pontos-base em altas adicionais até dezembro, ante 15 pontos-base no início de junho.

Economistas consultados pela Bloomberg esperam leve desaceleração da inflação cheia e da núcleo em junho, mas ambas ainda bem acima da meta de 2% do banco central americano. O presidente do Fed, Kevin Warsh, fará sua primeira apresentação no Congresso desde que assumiu o cargo, após indicar que pretende reduzir o uso de forward guidance sobre a política de juros.

Com os mercados acionários perto de recordes históricos e avaliações consideradas esticadas, analistas alertam que resultados abaixo do esperado podem gerar movimentos bruscos nas próximas sessões.

Com informações de InfoMoney

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