São Paulo – As cotações do petróleo avançaram mais de 3,2% neste domingo, após Estados Unidos e Irã trocarem novos bombardeios e apresentarem versões divergentes sobre a situação do Estreito de Ormuz, rota que escoa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
O Brent superou US$ 78 o barril, depois de acumular ganho de 5,4% na semana passada. O West Texas Intermediate (WTI) era negociado próximo de US$ 74. No mercado europeu, o gás natural chegou a subir 2,7%.
Disputa pelo controle de Ormuz
Teerã afirmou que o estreito “permanece fechado até novo aviso”. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) contestou a informação e disse ter realizado novos ataques para “garantir a liberdade de navegação” na passagem estratégica.
Segundo o Joint Maritime Information Center, a rota ao sul do estreito, coordenada por Omã, segue disponível. Mesmo assim, quase não houve tráfego neste domingo: apenas dois navios-tanque de derivados foram identificados nos arredores.
Prêmio de risco volta aos preços
A escalada devolveu aos contratos um prêmio de risco de guerra que havia se dissipado depois de um acordo de paz provisório firmado recentemente. A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou, na sexta-feira, que estoques globais já baixos podem continuar apertados caso o conflito persista.
Impasse diplomático
O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que “a era dos acordos unilaterais acabou”. Teerã exige que Washington cumpra compromissos anteriores sobre a livre passagem em Ormuz e a normalização das exportações de petróleo iraniano antes de retomar as conversas.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump reconheceu o fim do cessar-fogo, mas reiterou disposição em prosseguir com negociações.
Com o fluxo de navios reduzido, o mercado passou a calcular novos impactos sobre a oferta global e sobre a economia caso a tensão se prolongue.
Com informações de InfoMoney

