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EUA negam que Irã tenha fechado o Estreito de Ormuz e dizem que tráfego segue normal

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O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou neste domingo, 12 de julho de 2026, que o Estreito de Ormuz continua aberto à navegação, contrariando anúncio anterior da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) sobre o fechamento da rota marítima.

Em comunicado divulgado na rede social X, o Centcom afirmou que Teerã “não controla o estreito” e que embarcações seguem trafegando normalmente. Segundo os militares norte-americanos, unidades dos EUA estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação diante do que classificam como “agressão, assédio e ameaças” iranianas.

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Incidente com navio próximo a Omã

Pouco antes da nota americana, a IRGC declarara o bloqueio da passagem “por tempo indeterminado” em resposta a ataques dos EUA contra 140 alvos militares no Irã. O grupo afirmou ter disparado tiros de advertência contra barcos que, segundo a versão iraniana, tentavam cruzar o estreito por rotas não autorizadas.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO registrou um incidente a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã. O navio GFS Galaxy pegou fogo após ser atingido, levando a tripulação a abandonar a embarcação. Autoridades omanenses resgataram 23 tripulantes e prosseguem as buscas por uma pessoa desaparecida.

Escalada de ataques na região

O Irã também ampliou suas ações militares neste domingo, lançando mísseis e drones contra Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia. Explosões foram registradas no Catar, cujo governo disse ter interceptado projéteis que teriam como alvo uma base aérea dos EUA. Em Omã, a IRGC declarou ter destruído estruturas de apoio logístico a porta-aviões americanos no porto de Duqm, acusação condenada “com máxima firmeza” por Mascate.

A Jordânia relatou a queda de três mísseis iranianos em seu território, sem feridos ou danos materiais. O Irã manteve a posição de que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado “até segunda ordem” e “até a conclusão das operações dos Estados Unidos na região”.

Com informações de Exame

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