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CSN Mineração lidera ganhos semanais do Ibovespa, enquanto MRV registra maior queda

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São Paulo, 11 de julho de 2026 — O Ibovespa encerrou a terceira semana consecutiva de alta, acumulando avanço de 2,18% e fechando a sexta-feira aos 177.866,37 pontos. O movimento refletiu a aposta do mercado em novos cortes da Selic e a expectativa de retomada das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

Ambiente macroeconômico

O dólar à vista caiu 1,17% na semana, cotado a R$ 5,1084. Já o IPCA subiu 0,16% em junho, ante 0,58% em maio, levando a inflação em 12 meses a 4,64% — acima da meta de 3% do Banco Central.

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Após a divulgação do índice, o Bank of America passou a prever corte de 25 pontos-base na Selic na reunião do Copom de 5 de agosto, com possibilidade de redução adicional na decisão seguinte. O mercado já precifica a taxa básica em 14% ao ano depois da reunião de agosto.

Tensões externas

Nos Estados Unidos, audiências do USTR sobre possíveis tarifas ao Brasil mantiveram investidores em alerta. Paralelamente, o presidente Donald Trump revogou licença para venda de petróleo iraniano na terça-feira (7) e declarou encerrado o memorando de entendimento com Teerã na quarta (8). Na sexta (10), porém, afirmou ter aceitado novo pedido iraniano para continuar negociações, ainda que destacando o fim do cessar-fogo. O Brent para agosto avançou 5,39% na semana, a US$ 76,01 o barril.

Maiores altas

Entre as 10 ações mais valorizadas do índice, a CSN Mineração (CMIN3) liderou com salto de 21,35%. A recuperação ocorre após perdas no primeiro semestre, que ainda deixam os papéis com recuo de 4,04% no ano. Segundo o Citi, o 2T26 deve trazer resultados fracos devido a frete mais caro, cerca de US$ 9 por tonelada acima do período anterior. O BTG Pactual projeta para abril-junho receita líquida de R$ 4,25 bilhões (+5% a/a), Ebitda de R$ 1,02 bilhão (-20%) e lucro líquido de R$ 499 milhões.

Outros destaques positivos incluíram Magazine Luiza (+17,30%), Ultrapar (+11,55%) e Raia Drogasil (+9,96%).

Maiores quedas

Na ponta oposta, MRV&Co (MRVE3) recuou 7,73% após divulgação da prévia operacional do 2T26. A incorporação registrou vendas líquidas de R$ 2,75 bilhões (+3,4% a/a) e geração de caixa de R$ 121,1 milhões, contra consumo de R$ 55,1 milhões um ano antes. Os lançamentos somaram VGV de R$ 2,95 bilhões, queda de 14,4%. Para o Bradesco BBI, os números foram levemente positivos, destacando a retomada da geração de caixa.

Também figuraram entre as maiores perdas MBRF (-7,33%), Direcional (-7,00%) e Vale (-5,91%).

Com a combinação de dados domésticos benignos de inflação, perspectivas de corte de juros e oscilações no cenário geopolítico, o Ibovespa manteve o viés positivo e emplacou a terceira semana seguida de valorização.

Com informações de Money Times

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