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Trump ameaça disparar “milhares de mísseis” contra o Irã caso seja assassinado

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (11) que “milhares de mísseis” estão prontos para atingir o Irã se Teerã concretizar ameaças de assassinato contra ele. A mensagem foi publicada na rede social Truth Social após o funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em um ataque aéreo.

No cortejo em Teerã, manifestantes exibiram cartazes pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O país passou a ser liderado pelo novo aiatolá Mojtaba Khamenei.

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Segundo Trump, “mil mísseis já estão carregados” e outros milhares poderão ser lançados em sequência caso o governo iraniano cumpra as ameaças. A declaração acirra a tensão no Oriente Médio num momento em que um acordo interino para encerrar a guerra na região mostra sinais de fragilidade.

Estreito de Ormuz em foco

Autoridades norte-americanas exigiram que Teerã mantenha o Estreito de Ormuz aberto e assegure a passagem de embarcações sem ataques, mas o Irã rejeitou a condição, alegando soberania sobre a rota e o direito de cobrar taxas de navios.

Nos últimos dias, forças norte-americanas realizaram bombardeios contra alvos iranianos após três navios serem atacados no corredor marítimo. O Irã respondeu disparando contra países da região, encerrando na prática o cessar-fogo anunciado anteriormente.

Na sexta-feira (10), Trump confirmou o fim da trégua, mas disse que as negociações prosseguem. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, viajou a Omã neste sábado para novas tratativas.

Impasse nuclear

Fontes do governo dos EUA, sob condição de anonimato, afirmaram que qualquer entendimento sobre o programa atômico iraniano dependerá da entrega do estoque de urânio altamente enriquecido do país, condição que Teerã tem recusado. Washington também insiste no fim dos ataques a navios no Estreito de Ormuz como pré-requisito para um acordo definitivo.

Sem perspectiva imediata de consenso, autoridades em Washington reforçaram que mantêm “opções militares” para impedir que o material nuclear iraniano seja utilizado.

Com informações de InfoMoney

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