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Nivaldo Albuquerque e Priscila Costa assumem mandatos na Câmara após retotalização de votos do TSE

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Brasília – A Câmara dos Deputados deu posse, nesta quinta-feira (9), a Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) e Priscila Costa (PL-CE). Eles ocupam as vagas deixadas por Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União Brasil-CE), que perderam os mandatos depois de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anularam votos considerados irregulares.

Quem são os novos parlamentares

Nascido em Maceió, Nivaldo Albuquerque, 38 anos, é pecuarista. Ele já havia exercido o cargo como suplente em diferentes períodos entre 2016 e 2019.

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Priscila Costa, 41 anos, é jornalista e natural de Fortaleza. Vereadora eleita três vezes na capital cearense, preside o PL Mulher no Ceará. A deputada ganhou destaque em 2025, quando recebeu apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para concorrer ao Senado em 2026, gerando atrito interno no partido com o senador Flávio Bolsonaro.

Motivos das mudanças

A saída de Paulão decorre da anulação de 24,7 mil votos do candidato João Catunda (PP-AL), condenado pela Justiça Eleitoral de Alagoas por financiar material de campanha com recursos do Sindicato de Saúde de Maceió. Sem esses votos, o Tribunal Regional Eleitoral refez o quociente eleitoral e alterou a distribuição das cadeiras, retirando a vaga do petista.

No caso de Dayany Bittencourt, o TSE invalidou os votos do suplente Heitor Freire (União Brasil-CE) por arrecadação e gastos ilícitos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A retotalização resultante levou à perda do mandato da deputada cearense.

Como funciona a retotalização

Para cargos proporcionais, como deputado federal, as cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e a votação individual dos candidatos. Quando votos são anulados por decisão judicial, a Justiça Eleitoral realiza um novo cálculo com os sufrágios válidos. Esse procedimento — a retotalização — não implica nova eleição nem recontagem física das urnas; trata-se apenas de ajustar matematicamente o resultado para refletir a quantidade atual de votos válidos.

Por esse motivo, a troca de parlamentares não significa que os deputados substituídos tenham sido condenados pessoalmente, mas sim que a composição da bancada mudou após a revisão do resultado eleitoral.

Com informações de G1

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