São Paulo – A ex-ministra Simone Tebet (PSB) respondeu na quarta-feira (8) às declarações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que havia questionado a origem política dela e da também ex-ministra Marina Silva (Rede) na corrida ao Senado por São Paulo.
“Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar”, disse Tebet em entrevista à CNN, numa referência à mudança de domicílio eleitoral de Tarcísio para São José dos Campos durante a campanha de 2022.
Crítica do governador
Mais cedo, em evento no interior paulista, Tarcísio afirmou que Tebet, nascida em Mato Grosso do Sul, e Marina, natural do Acre, “não começaram a fazer política em São Paulo” e, segundo ele, teriam recebido “cartão vermelho” em seus estados de origem. O governador estava ao lado do deputado Guilherme Derrite (PP), pré-candidato ao Senado em sua chapa.
Carioca criado em Brasília, Tarcísio transferiu o título para São Paulo em 2022, ano em que concorreu – e venceu – a eleição para o Palácio dos Bandeirantes. À época, a mudança de endereço foi alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal; o inquérito acabou arquivado.
Disputa ao Senado
Tebet e Marina lideram as intenções de voto nas pesquisas para as duas vagas paulistas ao Senado, à frente dos aliados de Tarcísio, André do Prado (PL) e Derrite.
Em 25 de julho, ao ser confirmada na chapa de Fernando Haddad (PT), Marina já havia rebatido o rótulo de “forasteiras”. “Quando homem vem de outro estado se candidatar, é recebido de tapete vermelho. Quando são duas mulheres, são chamadas de forasteiras”, declarou.
O governador tentará a reeleição neste ano e voltará a enfrentar Haddad, adversário derrotado no segundo turno de 2022.
Com informações de G1

