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Tocantins cria comitê permanente para prevenir feminicídios e integrar órgãos de proteção às mulheres

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O Governo do Tocantins instalou, na segunda-feira (29), o Comitê Gestor do Pacto Estadual de Prevenção aos Feminicídios (COGEPEPF-TO), primeira estrutura permanente de governança voltada exclusivamente à prevenção desse tipo de crime no Estado.

A reunião de instalação ocorreu na Sala de Reuniões do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher). O colegiado será presidido pela secretária de Estado da Mulher, Berenice de Fátima Barbosa Castro Freitas.

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Composição interinstitucional

O Comitê reúne representantes titulares e suplentes das Secretarias Estaduais da Mulher, Saúde, Educação, Segurança Pública, Trabalho e Desenvolvimento Social, Cidadania e Justiça e Povos Originários e Tradicionais, além da Procuradoria-Geral do Estado, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Participam ainda, como convidados permanentes, o Tribunal de Justiça do Tocantins, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa.

Base legal e objetivos

O Pacto foi instituído pelo Decreto Estadual nº 6.847/2024 e tem como metas principais:

  • reduzir os índices de feminicídio;
  • fortalecer as redes municipais de atendimento às mulheres em situação de violência;
  • aperfeiçoar os fluxos de atuação entre as instituições envolvidas;
  • implantar registros integrados de informações, evitando a revitimização;
  • monitorar medidas protetivas de urgência;
  • qualificar continuamente os profissionais da rede;
  • ampliar canais de denúncia e acolhimento.

Ferramentas de monitoramento

Durante a reunião, foram apresentadas plataformas que subsidiarão a política pública, entre elas:

  • Observatório da Mulher – consolida dados sobre a realidade feminina no Estado;
  • Painel da Rede Intersetorial de Atendimento – mostra a estrutura dos 53 municípios que já contam com rede formalizada;
  • Ouvidoria da Mulher – canal de escuta, orientação e encaminhamento de denúncias, integrado ao Ligue 180;
  • Painel de Monitoramento da Casa da Mulher Tocantinense – previsto para junho de 2026, padronizará informações dos atendimentos regionais.

Ao instalar o colegiado, a secretária Berenice Freitas destacou que o feminicídio é o “desfecho extremo de um ciclo de violências” e que a atuação conjunta das instituições permitirá respostas “rápidas, articuladas e permanentes”.

Com a nova estrutura, o Tocantins adota um modelo contínuo de cooperação entre governo estadual, prefeituras e sistema de Justiça para prevenir casos de feminicídio, fortalecer a rede de proteção e garantir o acompanhamento sistemático das políticas voltadas às mulheres.

Com informações de Atitude Tocantins

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