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Governo central encerra maio com déficit primário de R$ 53 bilhões

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O governo central – formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – registrou déficit primário de R$ 53 bilhões em maio de 2026, segundo o Relatório do Tesouro Nacional (RTN) divulgado nesta segunda-feira (29/6).

No mesmo mês de 2025, o saldo negativo havia sido de R$ 40,25 bilhões (valor nominal). Considerando os 12 meses encerrados em maio, o déficit acumulado chegou a R$ 142,3 bilhões, equivalente a 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Desempenho no ano

Entre janeiro e maio de 2026, o resultado primário ficou negativo em R$ 44,4 bilhões, ante déficit de R$ 32,9 bilhões no mesmo período de 2025. O desempenho parcial é o 28º melhor da série histórica, já descontada a inflação.

No acumulado de 2026, o Tesouro apresentou superávit de R$ 141,5 bilhões, enquanto o Banco Central registrou déficit de R$ 169 milhões e a Previdência Social, déficit de R$ 185,7 bilhões.

Receitas

Em maio, a receita total aumentou R$ 13,4 bilhões em termos reais, alta de 5,5% frente a igual mês de 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente por:

  • Cofins: +R$ 2,7 bilhões;
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): +R$ 3,8 bilhões;
  • Arrecadação líquida para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS): +R$ 3,1 bilhões;
  • Dividendos e participações: −R$ 7,3 bilhões.

De janeiro a maio, a receita total avançou R$ 55,2 bilhões (+4,3% em termos reais), enquanto a receita líquida cresceu R$ 49,2 bilhões (+4,8%). Entre os principais destaques do período estão:

  • Imposto de Renda: +R$ 13,1 bilhões;
  • IOF: +R$ 11,7 bilhões;
  • Cofins: +R$ 11,2 bilhões;
  • Outras receitas administradas pela Receita Federal: +R$ 8,2 bilhões;
  • Arrecadação líquida para a Previdência: +R$ 17,7 bilhões;
  • Dividendos e participações: −R$ 14,1 bilhões.

Despesas

As despesas totais cresceram R$ 21,5 bilhões em maio, aumento real de 9,4% sobre o mesmo mês de 2025. As maiores variações foram:

  • Benefícios previdenciários: +R$ 4,9 bilhões;
  • Abono e seguro-desemprego: +R$ 993,8 milhões;
  • Créditos extraordinários: +R$ 1,9 bilhão;
  • Subsídios, subvenções e Proagro: −R$ 1,7 bilhão;
  • Despesas discricionárias: +R$ 16,7 bilhões.

No acumulado do ano, a despesa total subiu R$ 128,9 bilhões (+13%). Destacam-se:

  • Benefícios previdenciários: +R$ 42,7 bilhões;
  • Pessoal e encargos sociais: +R$ 19,2 bilhões;
  • Sentenças judiciais e precatórios: +R$ 35,4 bilhões;
  • Despesas discricionárias: +R$ 35 bilhões.

Meta fiscal

Para 2026, o governo federal persegue superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34 bilhões. Há tolerância de 0,25 ponto percentual, o que permite resultado entre zero e superávit de até R$ 68 bilhões.

As metas seguintes preveem superávit de 0,50% do PIB em 2027 (R$ 70,7 bilhões) e de 1% do PIB em 2028 (R$ 150,7 bilhões).

A divulgação do RTN prossegue com atualização dos números ao longo do ano.

Com informações de Metrópoles

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