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Alcides Fernandes chama de “infeliz” vídeo de Michelle Bolsonaro e afirma que Bolsonaro liberou apoio a Ciro no Ceará

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O deputado estadual Alcides Fernandes (PL) reagiu, na última sexta-feira (26), ao vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relata ter sido “maltratada” pelo senador Flávio Bolsonaro e critica a aproximação do Partido Liberal com o grupo de Ciro Gomes no Ceará. Para Alcides, a gravação foi “infeliz” e demonstra “completa ignorância a respeito do que é o Ceará”.

O parlamentar rebateu a alegação de que a aliança estaria sendo costurada sem conhecimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o próprio Bolsonaro autorizou o movimento ainda durante o segundo turno das eleições municipais de 2024, em Fortaleza, quando orientou o deputado federal André Fernandes — filho de Alcides — a buscar o apoio de Roberto Cláudio e de Ciro Gomes.

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De acordo com Alcides, em reunião da bancada cearense do PL em 29 de maio de 2025, Bolsonaro reiterou o aval ao apoio a Ciro já no primeiro turno das eleições estaduais de 2026 e indicou o nome de Alcides para disputar o Senado. “Dizer que isso foi feito pelas costas do presidente é faltar com a verdade pública”, declarou.

Resposta de André Fernandes

André Fernandes afirmou que o grupo vem sendo “atacado há mais de um ano em silêncio”. Em mensagem nas redes sociais, o deputado federal disse que o vídeo publicado pelo pai serve apenas para defesa. “Foi divulgado um vídeo de quase 30 minutos mentindo sobre nossa movimentação no Ceará. Esta postagem é para nos defendermos de um ataque injusto”, escreveu.

Debate sobre alianças e segundo turno

Michelle Bolsonaro sugeriu que acordos partidários deveriam ser firmados somente em eventual segundo turno. Alcides discordou, alegando que, nas eleições de 2022, o PT venceu o governo estadual no primeiro turno e o então candidato Lula superou Bolsonaro nos 184 municípios cearenses. “Infelizmente, a direita sozinha ainda não possui força para derrotar o PT”, afirmou, apontando a fragmentação da oposição como fator que mantém o grupo petista no poder.

Bastidores da disputa ao Senado

Alcides relatou uma reunião de 14 de abril com a presença de Michelle e dirigentes do PL. Segundo ele, a ex-primeira-dama condicionou a aceitação da aliança com Ciro à indicação de um nome de sua preferência para disputar o Senado. Michelle apoia a deputada federal Priscila Costa, enquanto André Fernandes trabalha para lançar Alcides.

Entenda o conflito

No vídeo divulgado em 24 de junho, Michelle contou ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro ao criticar o apoio do PL a Ciro Gomes e defender a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual. Ela disse que Flávio sugeriu que ela “ficasse fora das decisões do partido”.

A ex-primeira-dama voltou a classificar o acerto com Ciro como precipitado e afirmou que contrariar o acordo feito com Jair Bolsonaro sobre a candidatura de Priscila Costa seria “traição”. Flávio, por sua vez, publicou mensagem nas redes sociais pedindo desculpas e dizendo estar “de coração aberto” para conversar com Michelle.

Com informações de G1

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