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Lula e Flávio Bolsonaro correm para montar palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país

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A dois meses do calendário oficial das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda negociam apoios em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará — estados que reúnem mais de 100 milhões de eleitores, quase 70% do total no país.

São Paulo

Maior colégio eleitoral, com 31,2 milhões de votantes, terá novamente Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) liderando os palanques estaduais. Lula precisa definir quem disputará o Senado — Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) ou Márcio França (PSB) — e indicar o vice de Haddad. Do lado de Flávio, Tarcísio buscará a reeleição, acompanhado do deputado Guilherme Derrite (PP) como vice e de André do Prado (PL) para o Senado.

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Minas Gerais

Com 16,7 milhões de eleitores e fama de “estado decisivo”, Minas carece de nomes fechados. Rodrigo Pacheco (PSB) descartou candidatura e anunciou saída da política. No campo de Lula, surgem Josué Gomes (PSB), Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos (PT) como possibilidades. No entorno de Flávio, Romeu Zema (Novo) mantém distância e cogita-se a união de Cleitinho (Republicanos) e Flávio Roscoe (PL); Nikolas Ferreira (PL) é o principal cabo eleitoral bolsonarista.

Rio de Janeiro

Reduto de Flávio, o estado perdeu Cláudio Castro (PL) na disputa ao Senado após operações da PF. A vaga pode ficar com Sóstenes Cavalcante (PL), Carlos Jordy (PL) ou Carlos Portinho (PL). Douglas Ruas (PL) concorre ao governo. O palanque de Lula está consolidado com Eduardo Paes (PSD) para governador e Benedita da Silva (PT) ao Senado.

Bahia

Governado pelo PT desde 2006 e onde Lula teve 72% dos votos em 2022, o estado registra impasse para Flávio. O PL integra a chapa de ACM Neto (União Brasil) — que evita declarar apoio ao senador — e lança João Roma ao Senado. Lula terá chapa “puro-sangue”: Jerônimo Rodrigues (PT) busca a reeleição; Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) disputam o Senado, com suporte do PSD local.

Paraná

Com 8,9 milhões de eleitores, Flávio apoia Sergio Moro (PL) ao governo, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) ao Senado. Lula lançará Roberto Requião Filho (PDT) ao governo e Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado. A expectativa petista é ganhar espaço em eventual segundo turno, diante do distanciamento do governador Ratinho Jr. (PSD).

Rio Grande do Sul

O PT não terá candidato próprio ao governo. O palanque de Lula será liderado por Juliana Brizola (PDT) com Edegar Pretto (PT) de vice. No campo bolsonarista, Luciano Zucco (PL) concorrerá ao Piratini, enquanto Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) disputarão o Senado.

Pernambuco

Com 7,2 milhões de eleitores, Lula tenta palanque duplo com Raquel Lyra (PSD) — atual governadora — e João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife. Campos conta com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ao Senado; Raquel articula apoio de Túlio Gadelha (PSD) e possivelmente Eduardo da Fonte (PP). Flávio não tem nome para o governo; Mendonça Filho (PL) é o principal candidato ao Senado.

Ceará

No estado de 7,1 milhões de eleitores, Lula apoia a reeleição de Elmano de Freitas (PT) e as candidaturas ao Senado de Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB). Já o PL de Flávio fechou apoio a Ciro Gomes (PSDB) para o governo, provocando divisão na direita. Eduardo Girão (Novo) tenta se consolidar como alternativa bolsonarista.

Com o início oficial da campanha marcado para agosto, as duas principais forças políticas ainda precisam resolver impasses para garantir palanques robustos nos maiores colégios eleitorais do país.

Com informações de G1

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