O Palácio do Planalto articula o lançamento de uma linha de crédito voltada a entregadores que utilizam aplicativos, com foco na compra ou troca de motocicletas em condições mais vantajosas que as oferecidas atualmente pelo mercado.
Objetivo do programa
A iniciativa pretende diminuir os custos de quem depende da moto para trabalhar, oferecendo financiamento com taxas de juros inferiores e prazos estendidos. A expectativa é que a medida alivie despesas de manutenção e amplie a renda desses profissionais.
Modelo em estudo
Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o formato deve seguir parâmetros semelhantes aos adotados na linha para motoristas de aplicativo e taxistas, já anunciada pelo governo. Para reduzir juros, a participação de bancos públicos é considerada essencial.
Integrantes da equipe econômica analisam mecanismos que atenúem o risco das operações, como fundos garantidores, para contornar a resistência de instituições financeiras em conceder crédito a trabalhadores, em grande parte, informais.
Público-alvo
O programa deve priorizar entregadores de baixa renda sem vínculo empregatício formal. Há debate sobre a inclusão de outros profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho.
Integração a políticas já existentes
A criação da linha faz parte de um pacote mais amplo de ações de inclusão financeira. Entre as medidas recentes estão:
- Financiamento facilitado para motoristas de aplicativo e taxistas adquirirem veículos novos;
- Reformulação de programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, ampliando o alcance a trabalhadores informais;
- Discussões sobre regras para plataformas digitais, incluindo remuneração mínima e adicionais por quilômetro.
Outras propostas em debate para entregadores
- Estabelecimento de remuneração mínima por entrega;
- Pagamento adicional conforme a distância percorrida;
- Instalação de pontos de apoio para descanso;
- Mais transparência nas regras e valores pagos pelas plataformas.
Previsão de anúncio
A linha de crédito encontra-se em fase avançada de discussão, mas ainda sem data oficial para lançamento. O governo pretende concluir ajustes pendentes antes de divulgar o programa, que deve ser apresentado com escala suficiente para alcançar a maior parte da categoria.
Com informações de Metrópoles

