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Eleitores do Peru decidem neste domingo entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez

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Os peruanos retornam às urnas neste domingo, 7 de junho, para o segundo turno presidencial que coloca frente a frente a conservadora Keiko Fujimori, do Força Popular, e o esquerdista Roberto Sánchez, da coalizão Juntos pelo Peru. O vencedor governará o país pelos próximos cinco anos.

Polarização e instabilidade

A votação ocorre em meio a um período de forte instabilidade política. Desde 2016, o Peru teve oito presidentes e sucessivas crises envolvendo choques entre Executivo e Congresso, além de processos de destituição. Quem sair vitorioso será o nono chefe de Estado em uma década.

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Com cerca de 34 milhões de habitantes e grande produtor global de cobre, o Peru enfrenta debate intenso sobre investimentos, exploração de recursos naturais e eventuais mudanças nas regras econômicas — assunto que mantém investidores atentos ao resultado.

Resultado apertado

Pesquisas divulgadas na reta final apontam empate técnico. Levantamento da CB Consultora mostra Fujimori com 38,6% das intenções de voto e Sánchez com 36,5%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Eleitores indecisos somam 9,8%, enquanto brancos e nulos chegam a 15,1%, o que pode definir a disputa por margem mínima.

Desempenho no primeiro turno

No pleito de abril, que contou com número recorde de 35 candidatos, Keiko Fujimori liderou com 17,1% dos votos. Roberto Sánchez avançou ao segundo turno em segundo lugar, com 12%, superando o terceiro colocado por pequena diferença.

Quem é Keiko Fujimori

Aos 51 anos, Keiko concorre pela quarta vez ao Palácio de Governo. Defensora do modelo econômico instituído na Constituição de 1993, promulgada durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, ela promete estabilidade e continuidade das políticas de mercado. O legado paterno, marcado por condenações por violações de direitos humanos, divide o eleitorado peruano.

No campo externo, Fujimori propõe estreitar laços com os Estados Unidos em meio à disputa de influência entre Washington e Pequim na região.

Quem é Roberto Sánchez

Psicólogo de 57 anos e ex-ministro do Comércio Exterior do governo Pedro Castillo, Sánchez emergiu como surpresa eleitoral ao reunir setores da esquerda, além de apoio de eleitores rurais e indígenas. Defende convocar uma Assembleia Constituinte para substituir a Carta de 1993, ampliar direitos sociais e ampliar a presença estatal em áreas estratégicas como mineração e gás.

O candidato responde a processo no Ministério Público por supostas irregularidades no financiamento partidário. Na sexta-feira, 5 de junho, a Justiça autorizou que ele seja levado a julgamento, mas a decisão não impede sua participação na eleição. Se eleito, passará a gozar de imunidade prevista na Constituição.

Com o país dividido e altos índices de indefinição, a apuração deste domingo promete ser acompanhada de perto por eleitores, mercado e observadores internacionais.

Com informações de Metrópoles

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