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PIX x Zelle: entenda as diferenças entre os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA

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Declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro à rádio TMC, na quinta-feira (4), reacenderam o debate nas redes sociais sobre as diferenças entre o PIX, sistema brasileiro de transferências instantâneas, e o Zelle, plataforma semelhante utilizada nos Estados Unidos. A discussão ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump, que alega favorecimento ao PIX em detrimento de empresas norte-americanas.

Origem e gestão

O PIX foi criado pelo Banco Central do Brasil e entrou em operação em 2020. Toda a infraestrutura e regulação ficam sob responsabilidade da autoridade monetária brasileira, caracterizando-o como um sistema público.

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Já o Zelle surgiu em 2017 como iniciativa privada da Early Warning Services, companhia controlada por grandes bancos dos EUA, entre eles Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Integração no sistema financeiro

No Brasil, o PIX é aceito por qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central. Nos Estados Unidos, o Zelle opera apenas dentro das organizações participantes, alcançando mais de 2,4 mil aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.

Chaves e usabilidade

Para cadastrar chaves no PIX, o usuário pode escolher CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória. O Zelle restringe o registro a e-mail ou número de telefone celular.

Entre pessoas físicas, o PIX é gratuito e está disponível 24 horas por dia, atendendo a compras, pagamentos de faturas, transferências entre empresas e recolhimento de receitas públicas. No Zelle, o foco principal são transações entre pessoas e pequenas empresas; as tarifas variam conforme cada banco, mas levantamento do terceiro trimestre de 2025 aponta que quase todas as instituições parceiras não cobram taxas dos consumidores.

Tempo de processamento

O PIX liquida pagamentos de forma imediata. No Zelle, a disponibilização dos valores costuma ocorrer em poucos minutos, embora possa haver variações conforme o banco.

Segurança e devoluções

Segundo o site oficial do Zelle, um envio só pode ser cancelado se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma. No Brasil, o Banco Central dispõe do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para fraudes, condicionando o ressarcimento à análise do caso e ao saldo da conta envolvida.

Para transferências feitas por engano, não há regra específica do Banco Central para devolução obrigatória, mas o recebedor pode reverter o valor diretamente pelo aplicativo. Caso contrário, o consumidor deve procurar a instituição financeira ou recorrer ao Código Penal em situações de apropriação indevida.

Com informações de Olhar Digital

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