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Pesquisadora da UFRJ diz que estudo sobre polilaminina foi aceito para publicação científica

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A professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), informou ao portal g1 nesta quarta-feira (3) que a pesquisa clínica sobre a proteína polilaminina foi aprovada por uma revista científica com revisão por pares. A pesquisadora não revelou o nome da publicação nem a data prevista para divulgação do artigo.

Tratamento ainda é experimental

A polilaminina, derivada da placenta humana, é investigada para recuperação de lesões na medula espinhal. O método segue em fase clínica e sua eficácia permanece em debate. Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha liberado o uso compassivo em situações específicas, sociedades médicas recomendam cautela até a conclusão dos ensaios necessários.

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Preprint e revisões anteriores

Atualmente, só existe um pré-print da pesquisa disponível. Versões anteriores foram submetidas à Nature Communications e ao Journal of Neurosurgery, mas ambas rejeitaram a publicação. Entre os problemas apontados estavam divergências na taxa de recuperação utilizada como referência, ausência de registro prévio do ensaio clínico e um gráfico que atribuiu melhora a um participante que havia falecido poucos dias após o procedimento. Segundo Sampaio, tratou-se de erro de identificação de dados.

Ensaios clínicos aprovados

Em janeiro, a Anvisa autorizou um estudo de fase 1 com cinco pacientes entre 18 e 72 anos, tratados até 72 horas depois do trauma, para avaliar a segurança da substância. O protocolo ainda aguarda análise do comitê de ética e não foi iniciado.

No próprio pré-print, os autores relatam que mortes por pneumonia e sepse podem estar relacionadas a um possível efeito imunossupressor da proteína, hipótese que precisará ser investigada nas próximas etapas.

Uso compassivo e investimentos

A farmacêutica Cristália, detentora da patente, afirma ter investido mais de R$ 110 milhões no projeto. Até o momento, 84 pacientes receberam autorização para usar a polilaminina: 44 via decisão judicial e 40 por procedimentos administrativos.

Apesar do interesse, especialistas como Marco Baptista, diretor científico da Fundação Christopher & Dana Reeve, e Delson José da Silva, presidente da Academia Brasileira de Neurologia, destacam que ainda não há evidências conclusivas de eficácia e segurança. Ambos defendem a continuidade dos testes clínicos antes de qualquer recomendação ampla.

Com informações de Olhar Digital

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