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Lula promove segunda reunião ministerial de 2026 sob pressão de novas medidas dos EUA

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Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne nesta quarta-feira (3) todo o primeiro escalão do governo pela primeira vez desde a reforma ministerial de abril. O encontro ocorre enquanto os Estados Unidos avaliam sobretaxar produtos brasileiros em até 25% e planejam classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Temas em pauta

De acordo com auxiliares do Palácio do Planalto, Lula e os 38 ministros devem tratar dos seguintes assuntos:

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  • proposta de tarifa de 25% a mercadorias do Brasil;
  • decisão norte-americana de rotular CV e PCC como grupos terroristas;
  • tramitação da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho;
  • reanálise da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Mudanças na equipe

Esta é a segunda reunião ministerial de 2026 e a primeira depois do prazo de desincompatibilização — período legal para que ocupantes de cargos públicos deixem as funções se pretendem disputar as eleições municipais. Em abril, 18 ministérios trocaram de titular.

Sobretaxa de 25%

Na segunda-feira (1º), o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) concluiu investigação que aponta barreiras brasileiras, como uso do PIX, desmatamento ilegal, pirataria e lacunas em leis anticorrupção. Como resposta, sugeriu tarifa adicional de 25% para a maior parte dos produtos do país, com exceção de itens tidos como estratégicos — carne, frutas, café, aeronaves e terras raras. O processo ainda depende de consultas públicas antes de vigorar.

O governo brasileiro reagiu “com indignação” ao relatório e atribuiu o pedido de investigação a interlocutores ligados à família Bolsonaro. Durante agenda em Catalão (GO) nesta terça (2), Lula cobrou uma conversa telefônica com o presidente norte-americano Donald Trump para discutir o tema.

Facções na lista de terrorismo

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que incluirá CV e PCC na relação de organizações terroristas estrangeiras. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que buscará autoridades norte-americanas para detalhar a medida. Lula declarou que o Brasil combaterá o crime organizado internamente e que não aceitará intervenções externas.

Fim da escala 6×1

A Câmara aprovou, na semana passada, a PEC que encerra a jornada 6×1. O texto, apoiado por partidos da base governista, aguarda análise do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça (2) que o Senado não será “carimbador” da proposta, remetendo outra PEC sobre a mesma matéria à Comissão de Constituição e Justiça.

Indicação ao STF

Em abril, o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Na sequência, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, Lula comunicou que reenviará o nome de Messias para a vaga aberta desde o ano passado.

O encontro ministerial ocorre no Palácio do Planalto ao longo desta manhã. Não há previsão de coletiva após as falas do presidente e dos ministros.

Com informações de G1

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