A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou nesta sexta-feira (29/5) que o FBI e outros órgãos federais estão monitorando a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em 12 estados do país.
“Estamos adotando as medidas mais rigorosas à nossa disposição, pois entendemos que organizações criminosas desse porte exigem cooperação internacional para conter suas atividades”, declarou Roberson em entrevista ao Agora Metrópoles.
Grupos rotulados como terroristas
Na quinta-feira (28/5), o governo dos EUA classificou as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. A designação foi assinada pelo presidente Donald Trump.
Principais consequências da nova classificação
De acordo com a porta-voz, a inclusão do PCC e do CV na lista de grupos terroristas implica:
- restrições de vistos para integrantes;
- bloqueio de todos os bens mantidos nos Estados Unidos;
- proibição de transações financeiras entre cidadãos americanos e as facções;
- tipificação como crime de qualquer apoio ou fornecimento de recursos aos grupos.
“A administração Trump não tolera violência nem a atuação de organizações criminosas em nosso hemisfério ou em nosso território; elas serão eliminadas”, acrescentou Roberson.
Contexto político
A decisão foi anunciada dois dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reunir-se com Donald Trump na Casa Branca. O encontro gerou críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (29/5).
Com a designação, as autoridades norte-americanas prometem intensificar a cooperação com parceiros internacionais para coibir a expansão das facções brasileiras no exterior.
Com informações de Metrópoles

