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Caiado responsabiliza governo federal e diz que Coaf deveria alertar Goiás sobre fornecedores ligados ao PCC

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) atribuiu ao governo federal a responsabilidade por não ter informado o estado sobre fornecedores com supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo ele, caberia ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) repassar dados que permitissem uma ação preventiva.

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro”, declarou Caiado em nota enviada ao Metrópoles.

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O posicionamento foi dado após a revelação de que um empresário investigado por ligação com a facção participou de um evento do Lide, em São Paulo, ao lado de Caiado. O político afirma ter comparecido a dezenas de encontros empresariais semelhantes e nega relação pessoal com a advogada Maria Caroline Lazarini Dias, responsável pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), organização que contratou empresas de Thiago Telles, alvo da Polícia Civil paulista.

Respostas do ex-governador

Caiado enviou seis pontos à reportagem:

  • Disse que o evento foi patrocinado pelo Lide e contou com “centenas de participantes”, entre eles prestadores de serviço do governo goiano.
  • Negou qualquer vínculo pessoal com Maria Caroline Lazarini Dias e afirmou que seu foco, como médico e gestor, era avaliar a qualidade do atendimento aos pacientes.
  • Afirmou não conhecer outros empresários citados na apuração, classificando-os como associados ao Lide Campinas convidados pela organização.
  • Reforçou que o Coaf deveria ter informado o governo estadual sobre possíveis relações dos empresários com o crime organizado.
  • Questionou se outras organizações sociais (OSs) também não teriam relação com o PCC, alegando omissão do governo federal na identificação desses vínculos.
  • Destacou ter criado, na Secretaria de Saúde, uma Subsecretaria de Controle Interno e Compliance comandada por um delegado de polícia para fiscalizar contratos de OSs.

O Coaf, por norma, comunica operações financeiras suspeitas ao Ministério Público e às polícias, e nem todas as notificações configuram crime. Governos estaduais não têm acesso direto aos relatórios produzidos pelo órgão.

Questionado sobre seu entendimento de combate ao crime após o chefe de sua segurança ter matado um delator do PCC, Caiado não respondeu.

Com informações de Metrópoles

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