Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes declarou nesta terça-feira (26) que o 14º Fórum de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, não sofrerá influência do inquérito envolvendo o Banco Master nem das discussões sobre um futuro Código de Ética para a Corte.
“Não vemos qualquer impacto. Há quem tente misturar o tema do Código de Ética, o caso Master e outros episódios ao Fórum de Lisboa”, afirmou o decano em entrevista à colunista Carla Araújo, do portal UOL, após participar de um seminário do Instituto Consenso, em Brasília.
Segundo o ministro, o encontro tem caráter exclusivamente acadêmico. “Vamos reunir as melhores cabeças do Brasil, de Portugal e da Europa. O Fórum faz parte do ‘Brasil que dá certo’”, disse.
Crise no STF motivada pelo Banco Master
O caso Master provocou turbulência no Supremo. A Polícia Federal localizou referências ao ministro Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, levando Toffoli a deixar a relatoria do inquérito. Paralelamente, foi revelado um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Alexandre de Moraes. Ambos os magistrados negam irregularidades, e o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou a elaboração de um Código de Ética para os integrantes do tribunal.
Participação de ex-presidentes, nobelistas e autoridades
Marcado para 1º a 3 de junho de 2026 na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o evento terá sua maior edição. Estão confirmados:
- Thomas Friedman, colunista do The New York Times e três vezes vencedor do Pulitzer;
- Joel Mokyr, professor da Northwestern University e laureado com o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas;
- Ivan Duque, ex-presidente da Colômbia;
- Jorge Carlos Fonseca, ex-presidente de Cabo Verde;
- Michel Temer (MDB), ex-presidente do Brasil;
- Luiza Brunet, empresária, atriz e ativista;
- Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados.
Também devem comparecer os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, o ministro aposentado Luís Roberto Barroso e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de representantes do STJ, TCU e TSE. Entre os nomes do Executivo confirmados estão o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e o governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos).
O tema central desta edição será “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”.
Com informações de Gazeta do Povo

