O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elogiou a condução da Polícia Federal (PF) nas investigações que envolvem o Banco Master e supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas afirmou que o avanço dos trabalhos não se deve ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista concedida ao Metrópoles, o parlamentar disse que a corporação “resgata sua credibilidade” após determinar quebras de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. “Muito da PF estava associado ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Agora, com o caso do Banco Master e do INSS, essa credibilidade está sendo recuperada”, declarou.
Questionado sobre autonomia da PF, Eduardo Bolsonaro rejeitou a tese de parlamentares governistas, como o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), de que o Palácio do Planalto permitiu a livre atuação dos investigadores. “Durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal tinha independência para fazer o que bem quisesse. Hoje, ela serve como instrumento político”, afirmou.
Segundo o ex-deputado, a decisão de quebrar o sigilo de Lulinha ocorreu “apenas por pressão externa”, motivada pela CPMI do INSS e por “pressão popular”. Na avaliação dele, “se não fosse isso, Lulinha estaria livre para continuar cometendo seus crimes”.
Eduardo Bolsonaro também criticou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alegando que ele teria recebido orientações do grupo de advogados Prerrogativas sobre o caso. “Isso não faz parte de uma Polícia Federal independente”, disse.
Ao rebater Randolfe, que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na PF, o ex-parlamentar afirmou que o pai foi “o único presidente impedido de nomear seu diretor-geral, Alexandre Ramagem”, e classificou a decisão como “interferência real”.
Com informações de Metrópoles

