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Declaração de Lula eleva tensão com Senado às vésperas da sabatina de Jorge Messias

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Brasília – A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disse que “senador com mandato de oito anos pensa que é Deus”, agravou o clima entre o Palácio do Planalto e o Senado em meio à preparação da sabatina de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Indicação enviada após quatro meses

A mensagem com o nome de Messias, atual advogado-geral da União, chegou ao Senado apenas na quarta-feira, 1º de abril, mais de quatro meses depois de o presidente anunciar a escolha. No mesmo dia, Lula concedeu entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, quando fez a declaração sobre os senadores.

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Trâmite no Senado

Para assumir a vaga na Corte, Messias precisa primeiro ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde basta maioria simples entre os presentes. Depois, o nome segue para o plenário, que vota em sessão secreta e exige maioria absoluta: ao menos 41 dos 81 senadores.

Resistências internas

A nomeação enfrenta resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo. Segundo aliados de Alcolumbre, o senador ficou sabendo pela imprensa a data de envio da indicação, o que piorou o ambiente.

Reações no plenário

Integrantes da oposição criticaram a fala de Lula. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que “ninguém é Deus” e que todos devem cumprir as leis. Ex-integrante da base, Angelo Coronel (Republicanos-BA) rebateu: “Senador pode até pensar, mas o presidente se acha”.

Avaliação da base

Embora reconheçam o desgaste, governistas dizem acreditar que Messias já tem votos suficientes para passar. Um senador da base declarou, sob reserva, que colegas concordam com a crítica de Lula, mas consideram a exposição pública “uma provocação” a Alcolumbre.

Cenário no MDB

Parlamentares de centro avaliam que o ambiente é melhor do que no fim de 2025, quando o MDB demonstrava resistência. Em reunião recente com Lula, o líder emedebista Eduardo Braga (AM) teria incentivado o envio da indicação para que a decisão ficasse nas mãos do Congresso.

Próximos passos

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que dará celeridade à análise assim que o processo chegar à comissão. No entanto, aliados de Alcolumbre ressaltam que não há data definida, o que pode adiar a votação e prolongar a tensão entre governo e Senado.

O Planalto quer concluir o rito antes do início oficial da campanha eleitoral, temendo que o período contamine o debate sobre a vaga no STF.

Com informações de G1

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