Integrantes do primeiro escalão do governo federal começaram a retirar pertences pessoais dos gabinetes na Esplanada dos Ministérios. Pelo menos 20 ministros devem deixar os cargos entre o fim de março e o início de abril para concorrer às eleições de outubro.
O clima em várias pastas já é de transição. Nas últimas agendas oficiais, os titulares têm recebido autoridades, divulgado balanços de gestão e inaugurado projetos, sobretudo em regiões onde pretendem buscar votos.
Disputa por governos estaduais
No Executivo estadual, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), decidiu disputar novamente o governo de Alagoas. Ele chefiou o estado de 2015 a 2022, foi eleito senador no mesmo ano e licenciou-se para assumir a pasta.
Candidatos ao Senado
Reforçar a base aliada na próxima renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado é prioridade para o Palácio do Planalto. Entre os ministros cotados para a disputa estão:
- Rui Costa (PT-BA)
- Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
- Waldez Góes (PDT-AP)
- Simone Tebet (MDB-MS)
- Márcio França (PSB-SP)
- Marina Silva (ainda sem partido definido)
- Carlos Fávaro (PSD-MT), que busca reeleição
- Alexandre Silveira (PSD-MG), também pré-candidato à reeleição
- Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já confirmou a pretensão de disputar uma cadeira em 2026
Corrida pela Câmara dos Deputados
Vários titulares pretendem voltar ou garantir espaço na Câmara dos Deputados:
- André de Paula (PSD-PE) – Pesca e Aquicultura
- Paulo Teixeira (PT-SP) – Desenvolvimento Agrário
- Wolney Queiroz (PDT-PE) – Previdência Social, que tenta retomar o mandato após seis legislaturas consecutivas
- Jader Filho (MDB-PA) – Cidades
- Anielle Franco (PT-RJ) – Igualdade Racial
- Macaé Evaristo (PT-MG) – Direitos Humanos e Cidadania
- Sônia Guajajara (PSOL-SP) – Povos Indígenas
Com o calendário eleitoral se aproximando, a movimentação de saída dos ministros atende à exigência legal de desincompatibilização e também visa transformar as últimas entregas de cada pasta em vitrine de campanha.
Com informações de Metrópoles

