O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou que a dívida pública é “o grande mal do Brasil” e defendeu a privatização de todas as empresas estatais que dão lucro, incluindo Petrobras, Banco do Brasil e Correios. A afirmação foi feita na noite de 4 de maio de 2026, durante entrevista ao programa Frente a Frente, parceria do UOL com a Folha de S.Paulo.
“Vamos colocar tudo à venda. Vão entrar todas as estatais. As famílias estão comprando parcelado e pagando juros altíssimos por causa da gastança do Lula”, afirmou Zema. Segundo ele, os recursos obtidos com as vendas seriam usados para amortizar a dívida pública e, consequentemente, reduzir as taxas de juros.
Meta de cortar juros pela metade
Zema sustenta que seu pacote de privatizações faz parte de um plano econômico liberal capaz de diminuir os juros pela metade. Questionado sobre o prazo para colocar as medidas em prática, o pré-candidato respondeu que o calendário dependerá da relação com o Congresso Nacional e evitou fixar datas.
Experiência em Minas Gerais
À frente do governo de Minas entre 2019 e 2026, Zema herdou um dos maiores passivos estaduais do país e implementou um programa de ajuste fiscal. Durante seu mandato, o estado voltou a pagar servidores em dia, regularizou repasses a municípios e retomou investimentos em setores como educação e infraestrutura, muitos deles em parceria com o capital privado. Ele deixou o cargo com 53% de aprovação, segundo pesquisas citadas por sua equipe.
Crescimento nas pesquisas
Levantamento eleitoral recente indicou que Zema foi o único nome da oposição a registrar avanço, ainda que dentro da margem de erro. A candidatura ganhou visibilidade após um embate público com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, motivado por uma série satírica divulgada nas redes sociais.
Sem assumir compromissos de prazo, Zema reforçou que a privatização total das estatais é peça central de seu programa de governo e condição para conter o endividamento do setor público.
Com informações de Gazeta do Povo

