O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta semana aos Estados Unidos para um encontro com o presidente Donald Trump, agendado para quinta-feira, 7 de maio, na Casa Branca.
Organizações criminosas na mira
Na pauta, está o interesse do governo norte-americano em classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Brasília é contrária à medida e avalia que a designação poderia criar precedentes para eventual ação militar dos EUA em território nacional.
Segundo fontes diplomáticas, a proposta não avança além de negociações pontuais de cooperação no combate às quadrilhas. O tema ganhou força após a operação do governo do Rio de Janeiro contra o CV, em outubro do ano passado, que resultou em 122 mortes e se tornou a mais letal da história do país.
Tarifas sobre produtos brasileiros
A política tarifária adotada por Trump também deve ocupar parte da conversa. O Brasil foi afetado por sobretaxas aplicadas a diversos produtos e mantém diálogo com Washington para reduzir os impactos. O assunto já havia sido tratado em encontro bilateral entre Lula e Trump à margem da 47ª Cúpula da ASEAN, na Malásia, e deve voltar à mesa nesta semana.
Tensões no Oriente Médio
Lula pretende ainda abordar a escalada de tensões no Oriente Médio. O presidente brasileiro tem criticado com veemência a ação conjunta de Estados Unidos e Israel que levou à morte do líder supremo do Irã e desencadeou retaliações de Teerã, além de ataques a outros países da região. Trump, por sua vez, defende a operação e mantém forte alinhamento com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, figura alvo de críticas frequentes de Lula.
O encontro desta quinta-feira será a primeira visita oficial de Lula a Washington desde o início do mandato de Trump e deve definir os rumos da relação bilateral nos próximos meses.
Com informações de Metrópoles

