O clássico “Wonderwall”, do grupo britânico Oasis, transformou-se no principal grito de vitória da seleção da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos. Jogadores e torcedores vêm entoando a música após cada triunfo, prática que ganhou força depois das vitórias sobre a República Democrática do Congo, em Atlanta, pelas oitavas de final, e contra a Noruega, neste sábado (11/7), pelas quartas.
No mesmo dia, o vocalista Liam Gallagher voltou a usar a rede X para incentivar o time: “Vamos, Inglaterra! Vamos de Wonderwall”. A publicação repetiu outra, feita em 1º de julho, quando a canção já ecoava nas arquibancadas.
Reação dos protagonistas
O capitão Harry Kane afirmou ao podcast Lions’ Den que o primeiro coro coletivo foi “um dos melhores momentos” de sua trajetória pela seleção. Ex-companheiro de seleção e hoje comentarista da BBC Sport, Joe Hart avaliou a cena como “fenomenal”, por aproximar atletas e torcedores além do rigor profissional.
Autor da música, Noel Gallagher disse ao jornal The Sun que “Wonderwall pertence ao povo” e classificou o momento nos estádios como “mágico”, apesar de não torcer pela equipe nacional.
Por que a canção pegou
Especialistas em música e cultura do futebol veem o fenômeno como espontâneo. O escritor PJ Harrison, biógrafo dos irmãos Gallagher, observa que a combinação de nostalgia, letra aberta a diferentes interpretações e o sucesso da recente turnê de reunião do Oasis prepararam o terreno para a adoção. “Bastou o DJ escolher a faixa certa na hora certa”, resumiu.
Para o jornalista musical John Robb, o equilíbrio entre euforia e melancolia presente na composição torna a balada ideal para arquibancadas, capazes de alternar rapidamente entre esperança e frustração.
Impacto além dos estádios
Impulsionada pelos vídeos virais dos festejos, “Wonderwall” retornou ao Top 40 britânico na semana passada, 31 anos após seu lançamento. Em 1995, o single havia parado na segunda posição das paradas, atrás de Robson & Jerome.
Os torcedores sonham agora em levar o coro até a final, marcada para Nova York. Caso a Inglaterra quebre um jejum de seis décadas e conquiste o título, o hit pode, quem sabe, também alcançar o primeiro lugar que lhe escapou há três décadas.
Com informações de BBC News Brasil

