A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por decisão unânime, a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. O ministro Gilmar Mendes votou nesta sexta-feira (24/04/2026) a favor da manutenção da detenção e acompanhou o posicionamento do relator do caso, ministro André Mendonça.
Costa é investigado por supostamente receber vantagens indevidas em negociações envolvendo a compra, pelo BRB, de carteiras de crédito do Banco Master. No voto, Mendes argumentou que há indícios suficientes de que o ex-dirigente obteve imóveis de alto valor em troca de favorecimento na operação, motivo pelo qual a liberdade do investigado poderia atrapalhar a coleta de provas e o andamento do processo.
Advogado pode cumprir prisão em casa
Durante o julgamento, o ministro divergiu do relator ao analisar a situação do advogado Daniel Lopes Monteiro, também alvo da investigação. Para Mendes, embora existam indícios de participação, não há elementos para equiparar a conduta de Monteiro à do ex-presidente do BRB e de outros investigados centrais.
Nesse ponto, o ministro propôs a substituição da prisão preventiva do advogado por prisão domiciliar, condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica, à proibição de contato com outros implicados e a restrições ao exercício profissional em casos relacionados ao inquérito. Mendes ressaltou que algumas ações atribuídas ao defensor podem se enquadrar no exercício legítimo da advocacia e que a fase atual do processo ainda permite revisão das medidas à medida que novas evidências surgirem.
Com informações de Gazeta do Povo

