O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou a prisão preventiva do pastor e empresário Márcio Poncio em prisão domiciliar. A decisão foi tomada com base no quadro de saúde do investigado e estabelece diversas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Poncio havia sido detido pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira, 2 de julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que apura supostos pagamentos do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos no Rio de Janeiro.
Motivos de saúde e restrições impostas
Na decisão, Moraes destacou que o pastor sofre de retocolite ulcerativa grave, já passou por cirurgia de retirada do intestino grosso e do reto e necessita de acompanhamento médico contínuo. O ministro também considerou a gravidez de alto risco da esposa do investigado.
Além da tornozeleira, Poncio está proibido de manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados, não pode utilizar redes sociais, deve entregar seus passaportes e terá suspensos eventuais registros de porte de arma de fogo em seu nome.
Alvos da operação
A mesma etapa da Operação Unha e Carne expediu mandados contra o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças do jogo do bicho no estado, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já estavam presos.
Investigações em andamento
Segundo a PF, a fase atual da investigação concentra-se em um suposto esquema de lavagem de dinheiro comandado pela cúpula do jogo do bicho, com possíveis ramificações nos poderes Executivo e Legislativo fluminenses. O inquérito é desdobramento da Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021 para investigar o monopólio do comércio ilegal de cigarros na Região Metropolitana do Rio.
Documentos apreendidos na ocasião indicariam repasses periódicos a políticos locais. As apurações continuam e ainda não há decisão judicial definitiva sobre os fatos levantados.
Com informações de Gazeta do Povo

