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Relação de longa data com Gilmar Mendes leva Caiado a adotar tom moderado em críticas ao STF

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Brasília, 9 mai. 2026 – Pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado deverá ajustar o discurso sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha presidencial. A estratégia considera, de um lado, a pressão do eleitorado crítico ao Judiciário e, de outro, a relação de décadas que o político mantém com o decano da Corte, ministro Gilmar Mendes.

Condecorações reforçam proximidade

Em 2025, Caiado entregou o título de cidadão goiano aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em cerimônia na Assembleia Legislativa de Goiás. Na ocasião, o ex-governador agradeceu a Mendes por ter adiado o pagamento das parcelas da dívida estadual e contou ter se tornado “visitante frequente” do Supremo durante o primeiro mandato, quando buscava equilibrar as contas públicas.

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A relação foi reforçada em 2024, quando o ministro recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera no Palácio das Esmeraldas, sede do Executivo goiano. No ano anterior, Mendes já havia estado em Goiânia para palestrar no Tribunal de Justiça local, reunir-se com o Ministério Público e visitar a galeria do artista Siron Franco, atividades acompanhadas por Caiado.

Propostas para o Judiciário

Mesmo evitando o tom de confronto adotado por Romeu Zema (Novo-MG) e por integrantes da família Bolsonaro, Caiado incluiu uma série de mudanças no Judiciário em seu esboço de plano de governo:

  • idade mínima de 60 anos para nomeação de ministros do STF;
  • quarentena de oito anos para que membros do Judiciário disputem eleições;
  • prazo de quatro anos para que ex-ministros voltem a advogar;
  • proibição de atuação de escritórios com parentes de primeiro grau de ministros.

Segundo a assessoria, a escolha de ministros passaria a ser feita com base em lista que não se limitará a magistrados. O detalhamento está a cargo do ex-deputado Roberto Brant.

Anistia aos condenados de 8 de Janeiro

Caiado também promete, caso eleito, conceder anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A medida beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF por tentativa de golpe e atualmente em prisão domiciliar.

Críticas à “patrulha” política

Em 2025, o então governador foi alvo de questionamentos ao comparecer à festa de 73 anos de Guiomar Mendes, esposa do ministro. Caiado respondeu que “tem direito de andar em qualquer lugar” e defendeu o diálogo entre os Poderes. “Para governar um país é preciso construir paz e não enfrentamento”, afirmou.

A campanha avalia que o cenário institucional é “crítico” e que eventuais mudanças dependerão de negociação com Congresso, STF e Executivo. Nos bastidores, aliados dizem que a proximidade com Gilmar Mendes pode facilitar pontes com a Corte, ao mesmo tempo em que exige prudência no discurso público.

Com informações de Gazeta do Povo

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