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Reação do STF às críticas de Zema impulsiona pré-campanha do ex-governador

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Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, nos bastidores, que a resposta da Corte às investidas públicas de Romeu Zema (Novo) está fortalecendo a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais à Presidência da República e recolocando o tribunal no centro do debate eleitoral.

Pedidos de investigação elevam tensão

O primeiro ponto citado por integrantes do STF é a reação à iniciativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou o indiciamento de magistrados na CPI do Crime Organizado. Após o pedido, ministros passaram a cogitar a cassação do parlamentar, movimento que, segundo fontes, aumentou a temperatura política.

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Na sequência, o ministro Gilmar Mendes encaminhou ao colega Alexandre de Moraes pedido para incluir Zema no inquérito das fake news. No requerimento, protocolado depois de ter tomado conhecimento de um vídeo em 5 de março, Gilmar alegou que o conteúdo “vilipendia” a imagem do STF e a sua própria honra. O caso foi remetido por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.

Impacto eleitoral preocupa Corte

Para ministros ouvidos reservadamente, cada movimento envolvendo o tribunal gera alto engajamento nas redes sociais e acaba munição para campanhas com discurso anti-Supremo. “O sistema vira o Supremo, e quem se coloca contra o Supremo ganha voto”, resumiu um interlocutor.

Aliados de Zema relatam aumento da visibilidade do ex-governador desde que o pedido de investigação ganhou repercussão. Mesmo uma eventual desistência da Corte, avaliam, dificilmente reverteria o impacto já provocado.

Desculpas de Gilmar Mendes

Durante entrevista ao portal Metrópoles na quinta-feira (23), Gilmar Mendes reconheceu ter errado ao usar um exemplo que relacionou homossexualidade ao ex-governador mineiro. “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra Romeu Zema”, escreveu mais tarde em rede social, pedindo desculpas.

Estrategista de “outsider”

Zema busca consolidar a imagem de “outsider” com baixa rejeição. Diferentemente de outros nomes que adotaram essa narrativa, ele concluiu o mandato no executivo estadual e foi reeleito em 2022. Levantamento Quaest divulgado na semana passada mostra o mineiro com 3 % das intenções de voto, atrás de Lula (37 %), Flávio Bolsonaro (32 %) e Ronaldo Caiado (6 %).

Divergências internas no Supremo

Nos bastidores, a dianteira assumida por Gilmar Mendes na defesa da Corte expõe queixa de parte dos ministros sobre a postura considerada discreta do presidente do STF, Luiz Edson Fachin, diante do que classificam como ataques à instituição. Até o momento, não há indicação de que Gilmar pretenda retirar o pedido contra Zema, e ele não deve voltar a comentar publicamente o assunto.

Ministros temem que o STF permaneça como alvo fixo na campanha, o que poderia prolongar o desgaste da imagem do tribunal às vésperas de 2026.

Com informações de G1

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