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PGR decidirá sobre delação de Daniel Vorcaro após segunda recusa da Polícia Federal

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá se manifestar sobre a validade da segunda proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, além de definir se ele permanecerá na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília ou voltará ao sistema penitenciário federal.

Recusa da PF

Na quinta-feira (11), a Polícia Federal informou ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça – relator do chamado caso Master – que não aceita a nova minuta de delação. O magistrado dará a palavra final sobre o pedido.

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Esta é a segunda vez que o acordo é rejeitado. O primeiro texto havia sido descartado no mês passado. Mesmo com a nova negativa, a legislação permite que as negociações continuem; a defesa pode reformular termos e apresentar outros elementos de prova.

Situação carcerária

Com a delação novamente travada, a PF avalia que a manutenção de Vorcaro na Superintendência deixa de fazer sentido. O banqueiro pode retornar à Penitenciária Federal de Brasília ou a uma ala conhecida como “Papudinha”, ao lado do Complexo da Papuda. A decisão considerará critérios de segurança.

Vorcaro foi levado para a Superintendência em 19 de março, depois de assinar um termo de confidencialidade – etapa inicial para um acordo de colaboração. Desde então, passou de uma sala especial, semelhante a “sala de Estado-maior”, para uma cela comum, onde segue as normas internas da corporação, inclusive para visitas de advogados.

Acusações e investigação

O dono do Banco Master é apontado pela PF como líder de um esquema bilionário de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões. Na apuração, foram apreendidos mais de oito celulares. A perícia preliminar indica indícios de corrupção, organização criminosa e uso de milícia privada para intimidar adversários e obter informações sigilosas.

Investigadores afirmam que o material entregue até agora acrescenta pouco ao que já foi descoberto e sugerem que Vorcaro tenta preservar pessoas próximas, razão pela qual consideram a proposta “defensiva”. O acordo segue sendo discutido de forma conjunta entre PF e PGR.

Com informações de G1

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