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PF identifica repasses de R$ 1,3 milhão da Refit a ex-secretário da Casa Civil no governo Bolsonaro

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Brasília – A Polícia Federal apontou que Jonathas Assunção Salvador Nery Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil e considerado o número dois de Ciro Nogueira durante a gestão Jair Bolsonaro, recebeu R$ 1,32 milhão em recursos da Refit e de empresas ligadas ao grupo entre 17 e 31 de março de 2025.

Os valores, qualificados pelos investigadores como “movimentações atípicas”, foram transferidos para a Sary Consultoria e Participações LTDA, empresa na qual Jonathas detém 100 % das cotas. Segundo a PF, o dinheiro foi repassado quase imediatamente à conta pessoal do ex-auxiliar, sem que a companhia registrasse despesas operacionais, o que caracterizaria uma “empresa de passagem”.

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Detalhamento dos créditos

De acordo com relatório anexado à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os depósitos foram:

  • R$ 765.698,09 da Refit;
  • R$ 382.849,04 da Roar Inovação;
  • R$ 320.263,13 da Fera Lubrificantes;
  • R$ 62.585,89 da Flagler.

As três últimas empresas compõem o grupo empresarial de Ricardo Andrade Magro, controlador da Refit.

Operação Sem Refino

As informações constam da decisão que deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino. Além de autorizar buscas na residência do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e na sede da refinaria em Duque de Caxias (RJ), Moraes decretou a prisão preventiva de Ricardo Magro e solicitou à Interpol a inclusão do empresário na Difusão Vermelha.

Esquema de sonegação

Investigações da PF indicam que o grupo comandado por Magro teria montado um esquema para sonegar impostos, lavar dinheiro e ocultar patrimônio no Brasil e no exterior, causando prejuízo estimado em mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos, principalmente por ICMS não recolhido nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

O inquérito cita o uso de empresas de fachada, fundos de investimento, holdings e offshores em paraísos fiscais como Bahamas, Delaware (EUA) e Malta. Parte dos lucros, segundo os investigadores, era remetida ao exterior e retornava disfarçada de investimentos ou empregada na aquisição de imóveis e ativos blindados contra execuções judiciais.

Quem é Ricardo Magro

Com 51 anos, Ricardo Magro é advogado e assumiu o controle da antiga Refinaria de Manguinhos, rebatizada de Refit, em 2008. O empresário vive em Miami, nos Estados Unidos, desde 2016 e não retorna oficialmente ao Brasil desde 2018.

Magro acumula disputas com o fisco e afirma ser alvo de perseguição de grandes companhias do setor de combustíveis. A defesa dele ainda não se pronunciou sobre as novas medidas judiciais.

Jonathas Castro e Ciro Nogueira também não comentaram as acusações até a última atualização desta reportagem.

Com informações de G1

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