Washington (EUA), 15 mai. 2026 – O governo dos Estados Unidos enviou o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) a Havana como parte de uma nova ofensiva para promover mudanças políticas em Cuba.
A visita, realizada nos últimos dias, ocorreu em meio à adoção de sanções adicionais contra o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), conglomerado controlado pelas Forças Armadas cubanas responsável por cerca de 40% da atividade econômica da ilha.
Estratégia semelhante à aplicada na Venezuela
Autoridades norte-americanas afirmam que a Casa Branca do ex-presidente Donald Trump está replicando, em Cuba, o modelo de pressão empregado recentemente na Venezuela. A avaliação foi tema de um episódio do podcast “15 Minutos”, publicado nesta sexta-feira (15), que detalhou a movimentação diplomática e os instrumentos econômicos utilizados pelo governo norte-americano.
Crise energética agrava cenário interno
Paralelamente às sanções, Cuba enfrenta uma grave crise de energia. A redução no fornecimento de petróleo importado tem provocado longos apagões em várias províncias, aprofundando o desgaste do regime perante a população.
Possível indiciamento de Raúl Castro
Fontes ligadas à oposição cubana mencionam ainda a perspectiva de abertura de processo criminal contra Raúl Castro por fatos ocorridos em 1996. A eventual ação judicial ampliaria o isolamento internacional do governo em Havana, já pressionado por restrições financeiras e diplomáticas impostas por Washington.
Com a combinação de sanções econômicas, contato de alto nível da inteligência norte-americana e deterioração das condições internas, analistas apontam que a Casa Branca busca acelerar uma transição de poder na ilha caribenha.
Com informações de Gazeta do Povo

