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Parasita que ameaça humanos e cães é encontrado em um terço dos coiotes no estado de Washington

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Um levantamento da Universidade de Washington identificou o verme Echinococcus multilocularis em 37 dos 100 coiotes examinados na região de Puget Sound, no estado de Washington (EUA). O resultado, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, marca a primeira ocorrência confirmada do parasita em animais silvestres na costa oeste dos Estados Unidos.

O E. multilocularis é comum em áreas da Europa e da Ásia, mas era considerado raro na América do Norte até meados de 2009, quando surgiram notificações no Canadá e no Centro-Oeste norte-americano. A alta taxa de positividade surpreendeu os pesquisadores e indica que o verme pode estar circulando de forma mais ampla e silenciosa no Noroeste do Pacífico.

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Como o parasita se espalha

O ciclo do verme envolve vários hospedeiros. Coiotes e raposas carregam os parasitas adultos no intestino e liberam milhares de ovos nas fezes. Roedores ingerem esses ovos ao consumir água ou plantas contaminadas; no organismo desses animais, formam-se cistos no fígado, enfraquecendo-os e facilitando a predação pelos canídeos — reiniciando o ciclo.

Seres humanos e cães domésticos entram na cadeia de forma acidental, geralmente ao ingerirem ovos microscópicos presentes no solo, em alimentos ou em objetos contaminados. No corpo humano, a infecção pode evoluir para equinococose alveolar, doença grave que forma cistos de crescimento lento no fígado e em outros órgãos, com comportamento semelhante ao de tumores metastáticos. Os sinais clínicos podem levar de cinco a 15 anos para aparecer, dificultando o diagnóstico precoce.

Variante europeia e expansão

Análises genéticas apontaram que os exemplares coletados em Washington pertencem a uma linhagem originária da Europa, considerada mais infecciosa do que as variantes de tundra típicas do Alasca. Segundo a pesquisadora Yasmine Hentati, a falta de exigência legal de vermifugação para cães que atravessam a fronteira entre Estados Unidos e Canadá pode ter favorecido a rápida disseminação do parasita nos últimos anos.

Recomendações para reduzir riscos

Para diminuir a chance de contágio, o professor Guilherme Verocai, da Texas A&M University, recomenda que tutores impeçam seus cães de caçar roedores ou consumir carcaças, mantenham exames periódicos e façam vermifugação de rotina. Entre as medidas de proteção aos humanos estão lavar as mãos após atividades de jardinagem e higienizar frutas e vegetais antes do consumo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a equinococose alveolar ocupa o terceiro lugar entre as doenças transmitidas por alimentos no mundo e integra a lista das 20 enfermidades tropicais mais negligenciadas.

Com informações de Olhar Digital

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