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Morgan Stanley reforça posição em títulos públicos e prevê cortes mais rápidos da Selic

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A Morgan Stanley Investment Management (MSIM) passou a recomendar posição overweight — equivalente a compra — em títulos públicos brasileiros de três anos, segundo o relatório trimestral de alocação divulgado pela gestora.

O movimento se apoia na expectativa de que o Banco Central acelere o ritmo de redução da Selic no segundo semestre. A MSIM argumenta que o juro acima de 14% e a meta de inflação de 3% criam espaço para um ciclo mais intenso de afrouxamento monetário.

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Dentro da carteira global, a exposição ao Brasil integra uma estratégia mais ampla voltada a papéis de mercados emergentes denominados em moeda local. Na avaliação dos estrategistas, a combinação de cortes de juros, impulso ao crescimento e possível melhora do saldo fiscal tende a atrair fluxos de capital e a sustentar o real.

A casa reconhece que a alta nos preços de energia elevou o IPCA de maio e levou o Comitê de Política Monetária (Copom) a adotar tom mais cauteloso. No entanto, considera essa pressão transitória, apostando na queda do petróleo e na continuidade da desinflação interna para manter o ciclo de flexibilização.

Na sexta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de junho subiu 0,31%, abaixo da projeção de mercado e em desaceleração frente ao avanço de 0,58% em maio. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,64%, ainda acima do teto da meta, mas em trajetória descendente.

Já o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (13), reduziu a estimativa de inflação para 2026 de 5,30% para 5,16% e manteve a projeção de Selic em 14% ao fim de 2024.

A MSIM observa que a atividade econômica brasileira vem perdendo fôlego e que esse ajuste ainda não terminou. A gestora acompanha, entre outros indicadores, o nível de utilização da capacidade instalada — variável que costuma anteceder o núcleo da inflação em cerca de nove meses — e vê sinal de nova desaceleração dos preços à frente.

Com informações de InfoMoney

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