O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do partido na Câmara, protocolou nesta segunda-feira (6/4) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja decretada a extradição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e sua inclusão na lista vermelha da Interpol.
Documento ao STF
No requerimento, o parlamentar afirma que Eduardo Bolsonaro estaria atuando nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras, em especial integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lindbergh sustenta que as declarações do ex-deputado configuram a “continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira” sobre a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial.
O autor do pedido lembra que Eduardo é réu por coação no processo que investiga tentativa de golpe de Estado e argumenta que sua permanência no exterior representa risco de “comprometimento da plena efetividade da jurisdição penal”.
Declarações de Eduardo Bolsonaro
O requerimento cita entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Na conversa, o ex-parlamentar afirmou que membros do TSE poderão ser alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos caso o governo norte-americano identifique irregularidades nas eleições brasileiras deste ano.
“Estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. Que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, declarou Eduardo, destacando que as comunicações poderão ocorrer “em tempo real” por aplicativos de mensagem.
Com base nessas falas, Lindbergh Farias sustenta que o ex-deputado segue mobilizando apoio externo para interferir em instituições brasileiras e, por isso, pede ao STF a adoção de medidas para trazê-lo de volta ao país e submetê-lo à Justiça.
Com informações de Metrópoles

