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Irã mantém fechamento do Estreito de Ormuz e exige coordenação com Guarda Revolucionária

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São Paulo, – O governo iraniano informou neste domingo (12) que o Estreito de Ormuz continua fechado à navegação e que qualquer embarcação que pretenda cruzar a hidrovia deve primeiro coordenar a travessia com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). O aviso foi divulgado pelo grupo paramilitar por meio do aplicativo Telegram.

Ao mesmo tempo, a agência estatal Fars relatou que 25 explosões atribuídas a ataques norte-americanos foram ouvidas, desde a noite de sábado, na província de Hormozgan, onde se localiza o estreito.

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Tráfego reduzido, mas rota sul segue aberta

Apesar da posição de Teerã, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC, em inglês) destacou que a rota meridional do estreito permanece acessível, embora o fluxo comercial esteja “significativamente reduzido”. Em relatório publicado nesta manhã, o órgão apontou que navios continuam usando o corredor ao sul da costa de Omã e a passagem controlada pelo Irã, mas em volume bem abaixo da média histórica.

Segundo o JMIC, trânsitos assistidos pelos Estados Unidos contabilizaram 14 passagens em 9 de julho, nove em 10 de julho e dez em 11 de julho, contra um histórico de aproximadamente 138 embarcações diárias no Estreito de Ormuz.

O centro acrescentou que a rota sul foi ampliada para permitir tráfego em ambos os sentidos. Mesmo assim, forças da IRGC seguem fazendo abordagens por rádio, operando drones e realizando vigilância direcionada a navios mercantes.

Ameaça marítima permanece severa

Permanecem em vigor alertas sobre minas flutuantes próximas ao esquema de separação de tráfego, mantendo o nível de ameaça classificado como severo. Desde 12 de junho, o JMIC atribui ao Irã sete ataques na região.

Para as próximas 24 a 48 horas, o centro prevê forte presença naval, possíveis interferências em sistemas de navegação e tentativas da Guarda Revolucionária de redirecionar embarcações com Sistema de Identificação Automática (AIS) ativado para a rota monitorada por Teerã.

Com informações de InfoMoney

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