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Feijão carioca volta a ganhar fôlego e atinge R$ 345 por saca em São Paulo

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O mercado de feijão encerrou a semana de 9 de outubro de 2026 com recuperação seletiva dos preços do feijão carioca e persistente cautela nas negociações do feijão preto, de acordo com análise da consultoria Safras & Mercado.

Carioca retoma liquidez

Após perder força no início da semana, o feijão carioca padrão 9,5 voltou a ser negociado a R$ 345 por saca de 60 quilos na modalidade CIF São Paulo, incluindo o frete. Corretoras testaram cotações de até R$ 350, mas ainda sem consolidação. A sustentação decorreu da menor exposição de lotes de qualidade superior, estratégia adotada pelos vendedores diante de contrapropostas mais baixas.

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Outros padrões também avançaram: o nota 9 saiu entre R$ 335 e R$ 340; o 8,5 fechou a R$ 330, com indicações de R$ 335; o 8 manteve-se entre R$ 315 e R$ 320. Já o nota 7,5 continuou pressionado e não superou R$ 300.

Origem acompanha movimento

Nos negócios FOB, os preços igualmente reagiram. Em Goiás, as cotações variaram de R$ 302 a R$ 308 por saca. Minas Gerais ficou entre R$ 298 e R$ 308, Mato Grosso entre R$ 290 e R$ 295, e o interior paulista permaneceu de R$ 330 a R$ 335.

Preto segue travado

Para o feijão preto, a distância entre ofertas e demandas limitou os negócios. Os melhores lotes chegaram a R$ 290 por saca CIF São Paulo, enquanto o comercial bom oscilou de R$ 260 a R$ 270. Na Zona Cerealista paulistana, lotes inferiores saíram de R$ 230 a R$ 250.

Na origem, Paraná e Santa Catarina iniciaram a semana entre R$ 255 e R$ 262 por saca FOB. Posteriormente, o Paraná registrou operações pontuais a R$ 265, e Santa Catarina recuou para valores abaixo de R$ 260.

Situação das lavouras no Paraná

O avanço da primeira safra 2026/27 de feijão preto é monitorado de perto pelo mercado. No Paraná, o plantio passou de 39% para 52% da área prevista de 88,3 mil hectares. Do total, 91% das lavouras apresentam boas condições e 9% condição média, com 25% em germinação e 73% em fase vegetativa.

A produção é estimada em 177,7 mil toneladas, 8% inferior à temporada anterior. A produtividade projetada é de 2.013 quilos por hectare, 6,9% acima do ciclo passado, mas ainda sujeita às incertezas climáticas associadas ao El Niño.

Perspectivas

Para o feijão carioca, o mercado acompanhará se os negócios entre R$ 345 e R$ 350 por saca se tornarão frequentes e se haverá maior oferta de lotes de qualidade. A próxima semana terá menos dias úteis devido ao fechamento da Zona Cerealista na segunda-feira, o que pode concentrar compras e influenciar as cotações. No feijão preto, a demanda seletiva e a evolução da safra continuarão determinando o ritmo dos negócios.

Com informações de Portal do Agronegócio

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