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Falta de consenso na Câmara de Gurupi ameaça eleição de nomes locais para a Assembleia Legislativa

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A divisão entre os 17 vereadores de Gurupi, no sul do Tocantins, pode comprometer as pré-candidaturas de Colemar da Saborelle (Podemos) e do presidente da Casa, Ivanilson Marinho (PL), à Assembleia Legislativa. Sem apoio interno, ambos enfrentam dificuldade para converter o capital político do Legislativo municipal em votos suficientes para chegar ao parlamento estadual.

Histórico de poucas vitórias

Desde a eleição de Longuimar Barros para deputado estadual em 1994, poucos vereadores de Gurupi conseguiram repetir o feito. Casos como o de Ângelo Agnolin — vereador entre 1993 e 1996 e deputado federal em 2011 — e do ex-deputado e ex-prefeito Tadeu Gonçalves são exceções.

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O jejum só foi quebrado recentemente com Eduardo Fortes (Republicanos), mas o exemplo não convenceu o plenário a se unir em torno de novos nomes locais.

Gabinetes já comprometidos

Em entrevista, Colemar da Saborelle afirmou que a maioria dos colegas mantém compromisso com deputados que buscam a reeleição. “No período pré-eleitoral, não conseguimos atrair o apoio de outros vereadores para um projeto focado na representatividade da nossa cidade. Isso não é segredo para ninguém”, declarou.

Potencial desperdiçado

Cálculos internos indicam que, se cada vereador transferisse sua média de votos a um candidato oriundo da Câmara, o grupo largaria com, pelo menos, 15 mil votos. O número seria suficiente para colocar Gurupi novamente no mapa da Assembleia, reduzindo a dependência de bases externas.

Por enquanto, porém, acordos com lideranças já estabelecidas fora do município prevalecem, deixando as candidaturas de Colemar e Ivanilson sem a unidade necessária para transformar mandatos locais em representação estadual.

Com informações de Atitude Tocantins

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