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EUA impõem tarifa de 25% sobre ampla lista de produtos brasileiros

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) oficializou nesta quarta-feira (15) a aplicação de tarifas de 25% sobre diversas importações brasileiras. A decisão, publicada no Federal Register, decorre de investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que apura práticas consideradas desleais.

Produtos atingidos e exceções

A sobretaxa alcança milhares de itens, como açúcar, máquinas agrícolas, vestuário, equipamentos elétricos, papel e aço. Permanecem isentos carne bovina, café, terras raras, produtos energéticos, aeronaves e seus componentes. Na atualização divulgada hoje, também foram acrescentados à lista de exceções mel orgânico, ferro-gusa e café solúvel sem sabor.

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Contexto das negociações

Segundo o USTR, cerca de 80 investigações comerciais foram abertas recentemente, e outros países — entre eles China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México — podem enfrentar medidas semelhantes. No caso brasileiro, a proposta de tarifa de 25% foi apresentada em junho, após o governo dos EUA concluir que o Brasil mantinha práticas desleais em temas que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal.

O representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou em nota que “extensas negociações ao longo do último ano não solucionaram as questões”, mas acrescentou que Washington continua disposto a dialogar.

Reação do governo brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como “sem justificativa” e informou, em publicação na rede X, que o Brasil acionará a Lei de Reciprocidade e recorrerá ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Autoridades brasileiras relatam mais de 30 contatos bilaterais desde o primeiro anúncio do tarifaço, 11 deles diretamente com Greer e com o secretário de Estado Marco Rubio.

Rubio, por sua vez, acusou Lula de não negociar “de boa-fé” e disse que o presidente brasileiro “colocou seu próprio ego à frente de um acordo”.

Possível aumento adicional

Além da tarifa já confirmada, o Brasil é alvo de outra investigação da Seção 301, com conclusão prevista para 24 de julho, que apura supostas ligações com trabalho forçado em cadeias de suprimentos. Caso sejam aplicadas sanções, a alíquota pode subir mais 12,5 pontos percentuais, totalizando 37,5% sobre certos produtos.

Com informações de InfoMoney

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